Papa respira sem ajuda de aparelhos após cirurgia

25 de fevereiro de 2005 • 07h29 • atualizado às 07h29

O Papa João Paulo II respira sem a ajuda de aparelhos, mas deverá levar alguns dias para voltar a falar, informou hoje o porta-voz do Vaticano, Joaquín Navarro Valls. "Por prescrição dos médicos, o Papa não deverá falar durante alguns dias para favorecer a recuperação da função laríngea", explicou. Segundo o boletim médico oficial, as condições de saúde são normais e o Pontífice já está ingerindo alimentos.

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    Após uma noite tranqüila, João Paulo II tomou café e dez pequenos biscoitos. O porta-voz ressaltou que a traqueostomia a que o Papa foi submetido ontem foi eletiva, uma escolha dos médicos para facilitar a respiração pela laringe, e não um procedimento de emergência. Segundo Navarro Valls, as condições cardiovasculares do Papa também estão normais.

    Um novo boletim médico só será divulgado na segunda-feira, às 12h30 (8h30 de Brasília), mas amanhã ocorre uma nova entrevista coletiva, no mesmo horário, sobre a realização da missa de domingo.

    O porta-voz do Vaticano disse ainda que o papa João Paulo II não apresenta infecção nos brônquios dos pulmões, uma possível complicação da cirurgia. Navarro negou as informações de que o Papa sofre de uma broncopneumonia e disse que ele não teve a doença "nem antes (no início deste mês, quando foi hospitalizado pela primeira vez), nem agora".

    Também foi negado que João Paulo II tenha tido febre após a alta do Gemelli, em 10 de fevereiro. Navarro contou que o Papa vinha sendo acompanhado de perto por seus médicos particulares antes da última internação.

    A anestesia da traqueostomia, que durou 30 minutos, foi leve. Navarro chegou a citar uma brincadeira feita pelo Pontífice após a intervenção. O Papa teria pego uma caneta e escrito a pergunta: "o que fizeram comigo?".

    A traqueostomia foi feita para que o Papa, 84 anos, pudesse superar a insuficiência respiratória que o afligia depois de uma recaída de uma gripe.

    João Paulo II foi levado ao hospital em Roma na manhã de ontem pela segunda vez no mês. O Pontífice já havia sido internado após apresentar sintomas de gripe em 1º de fevereiro, permanecendo internado por dez dias devido à inflamação aguda na laringe e na traquéia.

    O Papa parecia estar tendo uma boa recuperação após a primeira internação e chegou a aparecer duas vezes na janela de seu escritório no Vaticano para saudar fiéis.

  • Redação Terra
     
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