O pontífice de 84 anos foi levado às pressas para o hospital na manhã de quinta-feira com espasmos na garganta na sua segunda internação neste mês. Médicos tiveram de submetê-lo a uma traqueostomia, uma incisão na traquéia para que o ar possa ir diretamente para o pulmão.
Especialistas disseram que a operação não é o fim do problema para o religioso, que também sofre de mal de Parkinson e artrite aguda.
A estrada de volta para a saúde do líder de 1,1 bilhão de católicos espalhados pelo mundo pode ser complicada pelo que médicos classificaram como uma "significante probabilidade" de o papa desenvolver pneumonia caso seu frágil corpo não consiga manter a saliva fora de seus pulmões.
"Esses espasmos podem levar a uma pneumonia de aspiração em um, dois ou três dias a partir de agora", disse o doutor Paul Larson, professor de neurocirurgia do Centro Médico da Universidade de Califórnia, em San Francisco.
"Uma pneumonia grave pode facilmente ameaçar a vida de alguém com a idade e com a condição dele (...) ou pode incapacitá-lo indefinidamente", disse Larson por telefone.
Paul Maestrone, diretor para assuntos científicos e médicos da American Parkinson Disease Association, disse que os pulmões do papa "podem ser afetados". Outros especialistas afirmam que seus problemas de respiração pode atrapalhar ainda mais a sua comunicação.
"Eu acho que a habilidade que ele tem de entender e responder está limitada neste momento", disse Gerald Berke, chefe de cirurgias de cabeça e pescoço do Centro Médico da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
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