Iraque vai às urnas sob forte esquema de segurança

30 de janeiro de 2005 • 01h52 • atualizado às 01h52
Presidente interino, Ghazi Al-Yawer, foi um dos primeiros a votar Foto: AP
Presidente interino, Ghazi Al-Yawer, foi um dos primeiros a votar
30 de janeiro de 2005
Foto: AP

As primeiras eleições livres em 50 anos começaram no Iraque às 7h da manhã deste domingo (2h em Brasília), sob os olhares das forças de segurança iraquianas e das tropas norte-americanas. Na cidade de Samarra as eleições foram canceladas por falta de segurança.

Um dos primeiros a votar foi o presidente interino, Ghazi Al-Yawer. "Do fundo do meu coração, acho que o Iraque merece eleições livres", disse Al-Yawer depois de votar, conforme a emissora CNN. Os colégios eleitorais fecharão às 17h (12h em Brasília) e os resultados provisórios serão conhecidos nos próximos dias.

O primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Alawi, votou em uma zona eleitoral do Centro de Conferências, situado na Zona Verde.

As eleições acontecem num ambiente de guerra e toques de recolher, em meio a uma paisagem marcada pelas explosões e ruas cercadas por alambrados, para eleger um parlamento que poderá mudar o curso da história do país.

Os colégios eleitorais estão protegidos por forças de segurança iraquianas, e a poucos metros destes estão estacionados soldados americanos com seus carros de combate e veículos blindados. Entretanto, continuam as explosões, aparentemente causadas pelo disparo de morteiros em diferentes bairros da capital.

Serão eleitos 275 membros para o parlamento que vai redigir a futura Constituição do Iraque. A partir daí, os eleitores serão convocados novamente, em finais de 2005, para eleger um governo permanente. Mais de sete mil candidatos dos diferentes grupos e entidades iraquianas concorrem às cadeiras do Parlamento. Acredita-se que a xiita UIA (Aliança Unida Iraquiana) possa obter a maioria na nova Assembléia Nacional.

A comissão eleitoral independente (CEI) disse que oito milhões dos 14,2 milhões de iraquianos inscritos devem votar neste domingo, o que representaria uma participação de 57% da população. Já o Instituto Republicano Internacional, organismo com sede nos EUA, estima que a participação seja de 63%.

Redação Terra
 
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