Presidente interino, Ghazi Al-Yawer, foi um dos primeiros a votar |
Um dos primeiros a votar foi o presidente interino, Ghazi Al-Yawer. "Do fundo do meu coração, acho que o Iraque merece eleições livres", disse Al-Yawer depois de votar, conforme a emissora CNN. Os colégios eleitorais fecharão às 17h (12h em Brasília) e os resultados provisórios serão conhecidos nos próximos dias.
O primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Alawi, votou em uma zona eleitoral do Centro de Conferências, situado na Zona Verde.
As eleições acontecem num ambiente de guerra e toques de recolher, em meio a uma paisagem marcada pelas explosões e ruas cercadas por alambrados, para eleger um parlamento que poderá mudar o curso da história do país.
Os colégios eleitorais estão protegidos por forças de segurança iraquianas, e a poucos metros destes estão estacionados soldados americanos com seus carros de combate e veículos blindados. Entretanto, continuam as explosões, aparentemente causadas pelo disparo de morteiros em diferentes bairros da capital.
Serão eleitos 275 membros para o parlamento que vai redigir a futura Constituição do Iraque. A partir daí, os eleitores serão convocados novamente, em finais de 2005, para eleger um governo permanente. Mais de sete mil candidatos dos diferentes grupos e entidades iraquianas concorrem às cadeiras do Parlamento. Acredita-se que a xiita UIA (Aliança Unida Iraquiana) possa obter a maioria na nova Assembléia Nacional.
A comissão eleitoral independente (CEI) disse que oito milhões dos 14,2 milhões de iraquianos inscritos devem votar neste domingo, o que representaria uma participação de 57% da população. Já o Instituto Republicano Internacional, organismo com sede nos EUA, estima que a participação seja de 63%.
Redação Terra