Quem será eleito?
Neste domingo, os eleitores iraquianos escolherão 275 integrantes de uma Assembléia Nacional, que terá como principal missão debater e aprovar uma nova Constituição. Eles também vão escolher os integrantes de 18 assembléias regionais e do Parlamento curdo, no norte do país.
A Assembléia Nacional vai escolher um novo governo para substituir a administração interina empossada em junho pelas autoridades da ocupação liderada pelos Estados Unidos, após consultas com a ONU.
A assembléia deve ser dissolvida para que um novo Parlamento seja eleito, no fim de 2005, de acordo com as regras da nova Constituição.
Como funciona a votação?
Todos os iraquianos que possuem 18 anos desde o dia 1º de janeiro podem votar, um número estimado em 15 milhões de pessoas, numa população total de 27 milhões. As listas de inscrições se baseiam nas listas de assistência da ONU, do período em que as sanções contra o país de Saddam Hussein estavam em vigor.
No dia da eleição, o eleitor deve apresentar duas identificações com foto à sua seção eleitoral. Antes de votar, seu nome será riscado na lista de eleitores e seu polegar será marcado com tinta indelével, para evitar que ele vote duas vezes.
Haverá cerca de 40 mil cabines de votação em de 6.000 a 9.000 seções eleitorais, incluindo algumas nos cerca de 14 países do exterior em que os iraquianos poderão votar entre 28 e 30 de janeiro.
A distribuição dos votos
A eleição da assembléia é nacional e não dividida em zonas eleitorais. Os eleitores votam numa lista de candidatos apresentada pelos partidos ou coalizões.
As cadeiras serão distribuídas de acordo com a representação proporcional. Se uma lista obtiver 20% dos votos, ficará com 55 cadeiras, atribuídas aos 55 primeiros nomes da listagem.
Quem está concorrendo?
No total, há 256 grupos ou indivíduos registrados. Mas muitos ou não estão lançando candidatos ou se uniram a alguma das 33 listas de coalizão. A cédula deve ter cerca de 100 opções.
A maioria dos partidos reflete divisões étnicas e sectárias. Os xiitas muçulmanos, que perfazem maioria de 60% da população e que têm um histórico de opressão, devem apoiar os partidos xiitas. Alguns partidos são abertamente religiosos, outros são agnósticos.
Os curdos, que respondem por de 10 a 15% dos iraquianos, devem apoiar um dos dois grandes partidos curdos.
Os árabes sunitas, cerca de 20% da população, que dominavam o país no regime de Saddam e mesmo antes, pediram o boicote da eleição. Entretanto, há vários grupos sunitas candidatos.
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