Padres australianos pedem fim do celibato

26 de janeiro de 2005 • 09h28 • atualizado às 09h28

Os padres católicos da Austrália pediram ao Vaticano para que abandone a obrigatoriedade de celibato a fim de frear a queda de ordenações que está sendo registrada, informa hoje a imprensa local. O jornal Sydney Morning Herald afirma que o Conselho Nacional de Padres australiano escreveu no mês passado ao Sínodo de Bispos do Vaticano pedindo que o matrimônio não seja mais um obstáculo para as ordenações e que a Igreja encare a reintegração dos sacerdotes que deixaram o clero para se casar.

O padre Hal Ranger, presidente do Conselho, informou ao jornal que essas mudanças seriam necessárias para garantir que os católicos possam continuar tendo acesso aos sacramentos.

O Conselho, que reúne cerca da metade dos 1.650 sacerdotes da Austrália, pediu em sua carta que o Sínodo "estude honestamente se é apropriado continuar insistindo que o sacerdócio, com raras exceções, seja obrigatoriamente condicionado ao celibato". Este pedido acontece depois que uma pesquisa com mais de 300 padres da diocese de Sydney revelou um baixo nível de apoio ao celibato, e que isso foi citado como motivo para renúncia ao sacerdócio.

A falta de padres atualmente é grande na Austrália e nos países ocidentais, obrigando muitas vezes a um só padre assumir a responsabilidade de várias paróquias e prorrogando sua aposentadoria.

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