Começa julgamento de sacerdote pedófilo nos EUA

25 de janeiro de 2005 • 19h31 • atualizado às 19h31

O julgamento contra o ex-sacerdote católico americano Paul Shanley, acusado de abuso contra menores, começou nesta terça-feira em um Tribunal de Middlesex, no estado de Massachusetts, com a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa.

A promotora, Lynn Rooney, declarou que o acusado ameaçou sua vítima antes de atacá-la. "Se falar, ninguém te encontrará", teria dito Shanley. A vítima, cuja identidade não foi divulgada, tem hoje 28 anos e denunciou que o ex-sacerdote a atacou sexualmente quando tinha apenas seis anos em uma paróquia de Newton, cidade próxima a Boston.

O advogado de Shanley, Frank Mondano, declarou que a procuradoria inventou o ataque sexual para tentar se aproveitar de uma série de indenizações multimilionárias dada às vítimas do escândalo. Segundo ele, a acusação de que Shanley mudou várias vezes sua versão dos fatos e de ter se estabilizado em "velhas lembranças" que não servem como prova legal para declarar seu cliente culpado.

O ex-sacerdote foi expulso pelo Vaticano no ano passado depois de ter sido acusado de abusar sexualmente de crianças na paróquia de St. Jean, em Newton, entre os anos 1979 e 1989.

Shanley, de 74 anos, é acusado por três crimes de violação contra um menor e dois de abuso sexual. Se declarado culpado, poderá ser condenado a uma pena de prisão perpétua.

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