Número de mortos na Ásia passa dos 175 mil

17 de janeiro de 2005 • 06h20 • atualizado às 06h20
Crianças indianas aguardam em fila para receber comida. Foto: Reuters
Crianças indianas aguardam em fila para receber comida.
17 de janeiro de 2005
Foto: Reuters

As autoridades do Sri Lanka elevaram hoje em cerca de 8 mil o número de mortos confirmados pelo tsunami que atingiu a costa da ilha em 26 de dezembro, fazendo o número de óbitos apenas no país ultrapassar os 38 mil, segundo o Ministério de Segurança Pública. Com isso, o número geral de vítimas no oceano Índico chegou a 175,458 mil.

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    Em seu relatório anterior, as autoridades do Sri Lanka tinham situado o número de falecidos em 30,920 mil e o número de desaparecidos registrados em mais de 6 mil. Por isso acredita-se que o número definitivo de mortos superará os 40 mil.

    Autoridades disseram que quanto mais limpam, mais corpos encontram. "Estamos encontrando corpos diariamente, conforme limpamos os destroços", disse Tilak Ranavirajah, autoridade do Ministério da Segurança Pública.

    O vice secretário da Defesa dos Estados Unidos, Paul Wolfowitz, viajou para a ilha para conferir os esforços de limpeza no porto de Galle (sul). O governo disse que começará a fase de reconstrução na próxima quarta-feira, a partir da cidade devastada de Hambantota.

    Reconstrução no Sri Lanka
    Vinte e dois dias depois da tragédia provocada por um terremoto submarino e por ondas gigantes na costa de Sumatra, na Indonésia, a população do Sri Lanka começou a reconstruir casas e hotéis na costa, apesar da proibição do governo. "Estou preocupado com minha família, e também com o futuro dos meus filhos. Esse é o meu negócio. De que outra maneira vou proteger e alimentar meus filhos?", questionou Ranjith Premakumara, 28 anos, reconstruindo uma pousada a 30 metros da praia na cidade de Paiyagala Sul.

    "Não estávamos preparados de jeito nenhum para enfrentar um desastre como esse", disse o presidente Chandrika Kumaratunga. "O povo desse país enfrentou (o tsunami) de maneira eficiente e está em condição de reconstruir."

    Corpos em templo

    Na Tailândia, o primeiro-ministro da Suécia, Goran Persson, visitou um templo budista transformado em necrotério. Ele estava acompanhado de seus colegas da Noruega e Finlândia, Kjell Magne Bondevik e Matti Vanhanen. Dentro do templo há corpos recuperados do resort de Khao Lak, e especialistas trabalham na identificação.

    O trio foi recebido por um protesto de tailandeses contra os planos do governo de mudar o necrotério e a operação de identificação para a ilha de Phuket, a duas horas de viagem em direção ao sul.

    Quase 2 mil suecos morreram ou desapareceram. O tsunami parece ser a maior tragédia da Suécia em dois séculos - o país ficou neutro nas guerras mundiais.

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