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 Métodos ancestrais salvam tribos primitivas indianas
03 de janeiro de 2005 15h54

Graças a sistemas ancestrais de detecção de mudanças na natureza, as seis tribos primitivas indianas que habitam as ilhas de Andaman e Nicobar sobreviveram aos tsunamis que assolaram o sudeste asiático. Após observar o canto dos pássaros e a mudança nos padrões de conduta dos animais marítimos, os aborígines fugiram para as florestas do interior da ilha na busca de segurança e por isso não houve vítimas entre as comunidades dos jarwas, onges, shompens, sentenaleses e grande andamaneses.

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    Os aborígines do arquipélago, situado no Golfo de Bengala, sabiam que um desastre ia ocorrer na região, segundo V.R. Rao, diretor da Inspeção Antropológica da Índia (ASI), informou hoje a agência local de notícias PTI. "Os nativos percebem um perigo iminente através de sinais biológicos", afirmou Rao.

    As tribos datam do alto paleolítico e do mesolítico e apareceram na região de 20 mil a 60 mil anos atrás.

    A tribo dos nicobareses, no entanto, que data do neolítico (entre 5 mil e 7 mil anos de idade) e que habita 12 das ilhas do arquipélago indiano, incluindo a devastada Car Nicobar, perdeu vários de seus integrantes. A agência de notícias indiana PTI indicou que pelo menos 656 nicobareses morreram na catástrofe e que cerca de 3 mil estão desaparecidos. Este grupo tribal é composto por cerca de 30 mil pessoas e, apesar das grandes perdas humanas, sua sobrevivência não está ameaçada.

    Outros grupos tribais são muito menores, como os shompenes, a única tribo de traços orientais da região, que tem uma população de 200 pessoas, ou os jarwas, que são 270, e a tribo dos onges, formada por apenas 100 pessoas, o que tinha feito a ASI temer por sua sobrevivência.

    A ASI propôs que se estudem e documentem de imediato os conhecimentos ancestrais que ajudaram os nativos a detectar a catástrofe, para que outras povoações litorâneas possam usá-los no futuro. "Os antropólogos estiveram estudando estes aspectos durante muito tempo, mas a questão é documentar de forma apropriada todos estes conhecimentos e encontrar a maneira de criar uma base de recursos nacional desde a qual se possa iniciar sistemas de alarme de riscos no litoral", acrescenta Rao.

  • EFE
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