Hilton Root, do Instituto Milken e ex-representante dos EUA no Banco de Desenvolvimento da Ásia, disse que a instabilidade nos países mais atingidos podem ser as maiores barreiras para a instalação do sistema de alarme. "Estes países não se juntam, estão em estágios diferentes de desenvolvimento e não confiam uns nos outros por razões políticas", disse. "Estão só começando a derrubar barreiras comerciais. então é uma área onde a tensão política cresce com facilidade e a cooperação nunca foi fácil."
O diretor do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Jan Egeland, afirmou que as atividades de preparação de desastres no Oceano Índico são concentradas nas monções, que são comuns e podem ser devastadoras. Já os tsunamis acontecem tipicamente na área uma vez a cada século.
Enquanto isto, países ricos do Pacífico têm sistemas amplos e de alta tecnologia. O Japão, por exemplo, tem uma rede de sensores que registram dados sísmicos enviados a uma agência nacional que pode emitir avisos de retirada minutos antes de um terremoto ou maremoto. Seis "tsunamímetros" na costa do Pacífico, um perto do Chile e 14 no mar na frente a costa japonesa alimentam com dados os Centros de Advertências de Tsunami dos EUA no Pacífico, que ficam no Havaí e no Alasca.
Cientistas quiseram instalar outros dois medidores no Oceano Índico, incluindo um perto da Indonésia, como parte de um sistema global de alarme, mas o plano não foi financiado, disse o diretor do Laboratório do Pacífico de Ambiente Marinho, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, em Seattle, Eddie Bernard. Cada medidor custa US$ 250 mil e leva cerca de um mês para ser construído. "O plano foi analisado por uma comissão da ONU, mas sempre há um atraso entre a proposta escrita e o envio de financiamento", afirmou Bernard.
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