Nascido nos Estados Unidos em 1905 e falecido em 1985, Charles Richter pôs em prática em 1935, junto com o colega Beno Gutenberg, do California Institute of Technology, a escala de medida sismográfica que leva seu nome. A história não conservou o de Beno Gutenberg. No princípio, esta escala estava destinada a medir unicamente os tremores que se produziram na Califórnia (oeste dos Estados Unidos).
Ao contrário do que ocorre com outras escalas (Rossi-Forel, Mercalli, Medvedev, Sponheuer e Karmik), a Richter mede a magnitude, ou seja, a potência, do tremor em um determinado lugar e os danos que provoca.
A escala Mercalli, ainda utilizada por geofísicos italianos, é mais subjetiva e se baseia na amplitude dos danos verificados.
Tecnicamente, a escala Richter corresponde ao logaritmo da amplitude das ondas a 100 km do epicentro. A escala utiliza um valor de referência definido localmente como a amplitude máxima teórica.
Na origem, a escala Richter estava graduada de 1 a 9, já que terremotos mais fortes pareciam impossíveis na Califórnia. Mas não existe limite teórico a esta medida no que se refere a outras regiões do mundo, e por isso agora se fala de "escala aberta" de Richter.
Cada grau suplementar corresponde a ondas dez vezes mais amplas e a uma potência cerca de 30 vezes superior. Assim, por exemplo, um terremoto de grau 9 na escala Richter é 900 vezes mais potente que um tremor de grau 7.
Um terremoto de menos de 3,5 graus é apenas registrado pelos sismógrafos. Um entre 3,5 e 5,4 já pode produzir danos. Um entre 5,5 e 6 provoca danos menores em edifícios bem construídos, mas pode causar maiores danos em outros.
Já um terremoto entre 6,1 e 6,9 na escala Richter pode ser devastador numa zona de 100 km. Um entre 7 e 7,9 pode causar sérios danos numa grande superfície. Os terremotos acima de 8 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a várias centenas de quilômetros do epicentro.
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