Brasileiros mandam relatos sobre tragédia na Ásia


Assim que começaram a chegar as primeiras informações sobre o terremoto na Ásia que provocou o fenômeno tsunami de ondas gigantes, diversos brasileiros passaram a procurar entrar em contato com seus familiares que moram ou que estão nos países atingidos. Como forma de avisar que estavam bem, brasileiros usaram os meios de comunicação para relatar a experiência. Confira alguns relatos publicados pelo Terra:

A jornalista capixaba Gyulianna Cipriano Loureiro usou o Orkut e seu fotoblog para tranqüilizar seus amigos no Brasil. Ela contou o que presenciou na praia de Unawatuna, no Sri Lanka:

"Eu estava dormindo quando ouvi um estrondo e vi muita água por debaixo da porta". "Eu acordei e comecei a colocar as coisas em cima da cama. Quando eu olhei a janela, a água estava no nível da janela. Eu tentava abrir a porta e não conseguia". "Gritei o nome do dono da pousada desesperada e ele chutou a porta e abriu. A gente subiu para o segundo andar da pousada". "Até aí a gente não sabia se era um carro-pipa que tinha estourado. É difícil acreditar que tenha sido a água do mar".

"Tive que andar uns três quilômetros pela costa antes de ir para a capital. E se viam corpos pelo chão, cachorros chorando, as pessoas não sabiam o que fazer".

"Estar aqui eh muito mais q isso. Meu santo eh forte e ta comigo. SEMPRE. e eu acredito muito neles todos. Q vcs tb fiquem com deus e rezem pra essa gente aqui...(vcs acreditam q eles ainda sorriem?)", descreveu em sua página pessoal no Orkut. Em seu fotoblog, Gyulianna também avisou a todos: "Amem. Estou bem. odoi-ya!".

Juliana Petters Mello ex-apresentadora do programa Patrola da RBS TV/SC estava na província de Krabi na Tailândia, que foi devastada pelo Tsunami. Por e-mail, ela relatou a tragédia:

"Tô na Tailândia, na província de Krabi e ontem um maremoto (Tsunami) varreu a praia onde eu estou. Que loucura!!!! Tô bem, mas várias pessoas morreram, outras tantas feridas e todos os restaurantes e bares da praia sumiram. Todo transporte é feito de barco, não tem estrada, e todos os barcos estão quebrados. Os tailandeses já dispararam e sem os nativos aqui pra trabalhar não sei como todos esses turistas vão ficar. Os habitantes locais acham que é coisa do demônio e que esse lugar inteiro vai afundar. vou ver como as coisas acontecem nos próximos dias se não disparo por uma trilha que leva pra praia vizinha".

Participando de um intercâmbio, o paulista Guilherme Henrique Hayama contou também por e-mail sua experiência com o terremoto em Medan, ao norte de Sumatra:

"Estava dormindo quando senti minha cama tremer. Acordei assustado e fui ver o que estava acontecendo. Saí do meu quarto e olhei pela casa: os lustres estavam balançando muito, as portas rangendo e a água da banheira tremia. Estava muito assustado pois nunca tinha passado por isso e não sabia ao certo o que era. Só fiquei sabendo do tamanho da catástrofe à noite quando entrei no site do Terra. Eu vi alguma coisa na TV, mais como estou há pouco tempo aqui, não entendo muito. Fiquei aterrorizado".

"A televisão da Indonésia esta informando constantemente os estragos em Aceh. Foi simplesmente horrível. Não sei sobre as previsões do tempo, mas só espero que não aconteça de novo".

Redação Terra
 
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