"Se os reclamantes do senhor Arafat pedirem a transmissão do relatório, a lei que se aplica aos médicos militares" prevê este procedimento. O ministério disse não saber se a solicitação já tinha sido feita ao hospital onde Arafat morreu, que fica nos arredores de Paris.
Pouco antes, o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) informou em Ramala que tinha apresentado uma solicitação formal ao governo da França para ter acesso ao histórico médico e às causas da morte do presidente palestino.
Na mesma tarde, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da França, Hervé Ladsous, afirmou que o segredo médico sobre a doença que matou Yasser Arafat continua.
Arafat morreu no hospital militar de Percy, onde tinha sido internado 13 dias antes e onde passou oito dias em coma.
Depois do anúncio da morte de Yasser Arafat, a diretoria do hospital recorreu ao segredo médico para não revelar a origem da doença e a causa do óbito.
O diretor dos serviços médicos do exército francês, general Christian Estripeau, explicou que o segredo médico faz parte da lei francesa e assegurou que iam respeitá-lo. Por isso, não daria "nenhuma informação médica".
A falta de informação sobre a causa da morte de Arafat deu lugar a várias especulações - entre elas, a de um possível envenenamento, defendida por alguns dirigentes palestinos. Mas, por enquanto, nada sustenta essa ou outras hipóteses.
Em declarações à emissora Europe 1, a delegada-geral da Palestina na França, Leila Shahid, considerou "absolutamente possível" que Yasser Arafat tenha sido envenenado.
O ministro da Saúde da França, Philippe Douste-Blazy, afirmou ontem que "nada leva a acreditar" que Arafat tenha sido envenenado. Ele disse também que apenas a família de Arafat teve acesso ao histórico médico integral.
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