Radicais palestinos anunciam trégua de 60 dias

15 de novembro de 2004 • 17h50 • atualizado às 17h50

As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo ligado à Fatah, e a Jihad Islâmica anunciaram uma interrupção de todos seus ataques no território reconhecido de Israel durante um período de sessenta dias, ou seja, até as eleições presidenciais palestinas de 9 de janeiro.

"Nós nos absteremos de atacar alvos em território israelense durante um período de sessenta dias para não sermos acusados de sabotar o processo democrático dentro da Palestina", afirmou ao jornal The Jerusalem Post um porta-voz da Jihad, identificado como Abu Haled.

"A decisão está sendo estudada também por nosso braço político no estrangeiro", disse o porta-voz do grupo islâmico.

A trégua unilateral não inclui o outro grupo violento islâmico palestino, o Hamas.

O cessar-fogo não será aplicável aos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, nos quais devem continuar os ataques contra alvos israelenses.

As eleições presidenciais palestinas foram marcadas para 9 de janeiro. O chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas (Abu Mazen), se reuniu hoje em Gaza com representantes das treze facções palestinas para tentar estabilizar a situação depois da morte do presidente Yasser Arafat.

Tanto o Hamas como a Jihad Islâmica disseram após a reunião que não participarão das eleições presidenciais, mas sim de futuros pleitos legislativos.

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