Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Deputados, disse que os parlamentares democratas trabalhariam com Bush quando pudessem durante seu segundo mandato, mas que a Previdência Social era um assunto nos quais eles divergiam com o presidente.
"Os democratas manterão seus princípios", ela declarou no pronunciamento semanal do partido no rádio. "O presidente propôs privatizar a Previdência, o que pode resultar em cortes de benefícios que garantem o sustento de milhões de idosos e deficientes", disse Pelosi. "Os democratas sempre protegeram a Previdência e continuarão a fazê-lo", disse a democrata.
Entretanto, a participação do Partido Democrata no Congresso diminuiu ao perder algumas cadeiras tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados nas eleições de terça-feira. Bush afirmou na quinta-feira ter ganhado "capital político" das 59 milhões de pessoas que o reelegeram e espera usá-lo para avançar numa ampla agenda, inclusive na reforma da Previdência Social e na lei de impostos.
O plano de Bush para a Previdência prevê que os trabalhadores mais jovens tenham a possibilidade de colocar parte de suas economias em uma conta pessoal, que poderia ser investida em papéis do tesouro ou em ações. O custo da transferência para contas privadas é da ordem de 1 a 2 trilhões de dólares, e o presidente reeleito ainda tem que dizer como o Estado pagaria essa conta.
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