
Oh, povo americano, estas são minhas palavras sobre as causas e resultados (dos ataques do 11 de setembro de 2001) e sobre a maneira exemplar de evitar outro Manhattan.
Digo a vocês que a segurança é um pilar importante da vida humana. Os homens livres não renunciam a sua segurança, contrariamente às alegações (de George W. Bush), dizendo que nós detestamos a liberdade. Que ele nos diga por que não atacamos a Suécia, por exemplo. É evidente que aqueles que detestam a liberdade não estão dotados de almas orgulhosas como as dos 19 (autores dos atentados do 11/9), que Deus receba suas almas. Se nós combatemos vocês, é porque somos livres, não fechamos os olhos para os valores, queremos devolver a liberdade a nossa nação. Assim como vocês atentam contra nossa segurança, nós atentamos contra a de vocês.
Mas me surpreende. Apesar de termos entrado no quarto ano depois do 11 de Setembro, Bush continua enrolando vocês, enganando e ocultando os verdadeiros motivos destes ataques. Por isso, continuam existindo razões para repetir o que já aconteceu.
Vou falar a vocês sobre as razões destes acontecimentos e dos momentos nos quais foi tomada a decisão (de cometer os ataques) para que vocês reflitam. Juro que nunca tivemos a idéia de atingir as torres, mas foi a gota d'água. Depois de ver a injustiça e a arbitrariedade da aliança americano-israelense contra nossos irmãos na Palestina e no Líbano, a idéia me veio à cabeça.
Os acontecimentos que me atingiram de maneira direta remontam a 1982, quando os Estados Unidos deram sinal verde aos israelenses para que invadissem o Líbano, com a ajuda da VI Frota americana. Em momentos tão sofridos, senti algo que me é difícil descrever, mas que criou um grande sentimento de rejeição da injustiça e uma forte determinação para castigar os injustos.
Nesse momento, em que contemplava torres (prédios) destruídas no Líbano, me veio a idéia de reservar o mesmo castigo à injustiça e que as torres nos Estados Unidos deveriam ser destruídas para que os americanos experimentassem uma parte do que nós tivemos de suportar e para dissuadir os Estados Unidos de matar nossas crianças e mulheres.
Não tivemos dificuldades para nos comportar como Bush e sua administração, devido à semelhança entre os regimes em nossos países, metade governada pelos militares e a outra metade governada pelos filhos de reis e presidentes com os quais temos uma longa experiência. Essas duas metades são bem conhecidas por sua arrogância, sua cobiça e sua espoliação do dinheiro.
Esta semelhança começou com as visitas à região de Bush, o pai, mas quando alguns (dirigentes árabes) ofuscados pelos Estados Unidos esperavam que estas visitas influenciassem nossos países, acabou que foi ele (Bush) que foi influenciado por estes regimes realistas e militares, com ciúmes de vê-los por dezenas de anos no poder, roubando impunemente os erários públicos. Ele (Bush) transmitiu a tirania e a repressão das liberdades para seu filho. Eles (os dirigentes americanos) a chamaram de Lei Nacional ("US Patriot Act"), sob pretexto de combater o terrorismo.
Pareceu bom a Bush pai designar seu filho à frente dos Estados Unidos. Também não se esqueceu de transferir para a Flórida os relatórios da falsificação (das eleições), própria dos dirigentes da região para tirar proveito disso em momentos cruciais.
Estávamos de acordo com Mohamed Atta, louvado seja seu nome, sobre o fato de que todas as operações seriam concluídas em 20 minutos, antes de que Bush e seus súditos pudessem reagir. Nem tínhamos imaginado que o comandante-em-chefe das Forças Armadas americanas (Bush) deixaria 50 mil de seus cidadãos enfrentarem sozinhos esta terrível situação nas duas torres, no momento em que mais precisavam dele. Ele considerou mais importante ouvir o que comentava uma menina sobre sua cabra do que reagir rapidamente ao ataque contra as torres, o que nos deu três vezes mais tempo do que precisávamos para realizar as operações, graças a Deus.
Sua segurança não está nem nas mãos de John Kerry (candidato democrata à Casa Branca) nem do presidente George W. Bush, nem da Al-Qaeda. Sua segurança está nas suas mãos. Qualquer mandato (presidencial) que não puser em perigo nossa segurança garantirá automaticamente sua segurança.
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