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Chilenos contrários à guerra no Iraque querem tornar a visita do presidente norte-americano, George W. Bush, no mês que vem, o mais desagradável possível ¿ incluindo sua prisão. Advogados apresentaram na terça-feira uma queixa formal contra Bush a um tribunal local.
O presidente dos EUA vai a Santiago em meados de novembro para a cúpula dos países do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec).
Aproveitando a ocasião, uma aliança política de esquerda pediu à Corte de Apelações de Santiago que designe um juiz especial para investigar no país a responsabilidade de Bush, do vice-presidente Dick Cheney e dos secretários de Estado e Defesa, Colin Powell e Donald Rumsfeld, sobre crimes de guerra no Iraque.
"Pedimos um ministro de foro e outras diligências para que se obtenha a declaração dos imputados, tendo em conta que vários deles chegarão ao país quando da realização da cúpula da Apec, e então pretendemos que se determinem medidas como sua detenção", disse o advogado querelante, Juan Enrique Prieto.
A acusação criminal feita pelos partidos Comunista e Humanista se apóia nos princípios contra a tortura e de tratamento a prisioneiros de guerra, constantes de pactos internacionais como a Convenção de Genebra.
A queixa legal foi acompanhada de fotos das humilhações físicas e sexuais a que foram submetidos os prisioneiros de Abu Ghraib, pelas quais os próprios tribunais norte-americanos já condenaram alguns soldados.
Segundo os advogados chilenos, os responsáveis por esses delitos devem ser perseguidos em qualquer país do mundo que tenha ratificado os tratados internacionais de direitos humanos, como o Chile, e as autoridades estrangeiras não devem gozar de imunidade.
"De acordo com os tratados internacionais, a imunidade como chefe de Estado não é garantia para cometer qualquer tipo de ato e não ser julgado", sustentou Prieto.
Reuters
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