Morre Paul Nitze, uma das últimas figuras da Guerra Fria

20 de outubro de 2004 • 17h56 • atualizado às 17h56

Paul Nitze, que atuou na Guerra Fria como negociador de armamentos dos Estados Unidos com a União Soviética e colaborador de presidentes republicanos e democratas, morreu aos 97 anos, em Washington, foi anunciado hoje, quarta-feira.

Nitze, um financista egresso da aristocracia endinheirada do nordeste dos EUA, desenvolveu uma longa carreira no governo, iniciada em 1950 como chefe de planejamento político do Departamento de Estado, com o democrata Harry Truman como presidente.

Nesse cargo, foi um dos homens-chave na elaboração da doutrina de contenção do expansionismo soviético, especialmente na Europa.

Durante quatro décadas, ocupou numerosos cargos em diferentes governos.

Seu posto mais importante foi como representante, a partir de 1981, da delegação dos EUA nas negociações com a União Soviética para o desmantelamento dos mísseis de médio alcance instalados na Europa.

Nitze, assim como outros democratas conservadores, aliou-se, a partir de 1981, com o então presidente republicano Ronald Reagan para reagir ao que considerava o excessivo pacifismo de seu partido e impulsionar uma postura mais dura frente a Moscou.

O falecimento de Nitze em sua casa, no bairro de Georgetown, na capital do país, foi anunciado pela Escola "Paul Nitze" de Estudos Internacionais Avançados da Universidade Johns Hopkins, em Washington, um centro que ele e um ex-secretário de Estado, Christian Herter, fundaram em 1943.

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