Morre o filosofo francês Jacques Derrida

09 de outubro de 2004 • 11h32 • atualizado às 11h32

O filósofo francês Jacques Derrida, de 74 anos, morreu nesta madrugada em um hospital de Paris, vítima de um câncer de pâncreas, informaram neste sábado, seus familiares e amigos.

Nascido em 15 de julho de 1930 em El-Biar (Argélia), Derrida era um dos filósofos franceses com mais projeção internacional.

Sua teoria da "desconstrução" lhe deu fama mundial, especialmente nos Estados Unidos.

Autor de muitas obras, Derrida deu aulas em várias universidades americanas, como Havard, Yale e John Hopkins, assim como na Sorbonne, de Paris.

O filósofo francês foi precursor de uma grande reflexão crítica sobre a instituição da filosofia e sobre o ensino dessa matéria, o que o levou a criar, em 1983, o Colégio Internacional de Filosofia, presidido por ele até 1985.

Politicamente comprometido, Derrida tornou-se conhecido, entre outras coisas, por seu apoio aos intelectuais tchecos, por sua atividade contra o apartheid sul-africano e por sua preocupação pela situação do povo palestino.

"A escritura e a diferença", "A disseminação", "Margens da filosofia", "Heidegger e a questão", "Invenções do outro", "Do direito à filosofia", "Espectros de Marx", "Glas", "A verdade em pintura", "Para Paul Célan" e "Do espírito" são alguns dos quase 30 livros que Derrida escreveu ao longo de sua vida.

Jacques Derrida foi casado e teve um filho com a psicanalista Sylviane Agacinski, atual esposa do ex-primeiro-ministro francês, o socialista Lionel Jospin.

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