Principais conclusões do relatório Duelfer sobre armas no Iraque

06 de outubro de 2004 • 20h36 • atualizado às 20h36

O principal inspetor de armas americano no Iraque, Charles Duelfer, apresentou hoje, quarta-feira, ao Senado dos EUA seu relatório final sobre a inexistência de armas de destruição em massa nesse país.

Estas são as principais conclusões do relatório do Grupo de Busca no Iraque (ISG, em inglês) sobre os planos do presidente iraquiano deposto, Saddam Hussein:

- A principal prioridade de Saddam entre 1991 e 2003 era conseguir a suspensão das sanções impostas pelas Nações Unidas e o início de um programa de armas de destruição em massa prejudicava seus esforços para alcançar essa meta.

- A implementação do programa de "Petróleo por Alimentos" da ONU, no fim de 1996, "recuperou" a economia iraquiana da asfixia criada pelas sanções, e o regime de Saddam tentou utilizá-lo para minar essas medidas punitivas.

- Saddam tinha intenção de reconstituir sua capacidade de fabricar armas proibidas - destruída na primeira Guerra do Golfo em 1991 - uma vez suspensas as sanções e recuperada sua economia.

- O ISG não encontrou provas que Iraque possuía variantes de mísseis "Scud" após 1991.

- A capacidade iraquiana de produzir armas nucleares tinha se deteriorado progressivamente desde 1991 e não há provas de que, apesar de suas ambições nucleares, Saddam tentasse reativar o programa.

- Saddam nunca abandonou suas intenções de retomar os esforços para elaborar armas químicas quando as condições fossem "favoráveis", mas o ISG determinou que o Iraque destruiu essas armas de forma unilateral em 1991.

- Não há provas concretas de que, após 1996, o Iraque tivesse planos de elaborar um novo programa de armas biológicas ou projetos relacionados com fins militares.

- O ISG não tem provas de que o Iraque tenha destruído totalmente suas reservas não declaradas de armas biológicas entre 1991 e 1992.

- Apesar da "exaustiva investigação", o ISG não encontrou provas que o Iraque possuía ou estava desenvolvendo armas biológicas que pudessem ser lançadas de veículos ou vagões ferroviários.

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