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 Tribunal adia sentença do julgamento de Suu Kyi
31 de julho de 2009 00h57 atualizado às 05h50

Sul-coreanos protestam contra prisão de Aung San Suu Kyi. Foto: AP

Sul-coreanos protestam contra prisão de Aung San Suu Kyi
Foto: AP

O tribunal especial que julga a líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, adiou nesta sexta a divulgação da sentença para o próximo dia 11.

Vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, Suu Kyi foi acusada de violar sua prisão domiciliar ao abrigar em sua casa durante duas noites um americano que invadiu seu domicílio depois de burlar a segurança. A líder opositora foi detida pela primeira vez em 1989 e passou 14 dos últimos 20 anos sob algum tipo de detenção.

Pelo menos 12 diplomatas estrangeiros, entre eles o cônsul dos Estados Unidos e o representante da Embaixada do Reino Unido, receberam autorização para assistir à audiência, que começou às 10h locais (0h30 de Brasília) na penitenciária de segurança máxima de Insein. As forças de segurança de Yangun reforçaram a presença policial nos arredores da prisão e pediram o fechamento do comércio da área, diante do então iminente anúncio da sentença.

A Liga Nacional pela Democracia (LND), partido liderado por Suu Kyi, asseguraram que a polícia deteve na noite de quinta dezenas de ativistas em diferentes bairros de Yangun. A última audiência do julgamento ocorreu na terça-feira passada, após um obscuro processo do qual apenas uma testemunha de defesa recebeu permissão para participar.

Suu Kyi pode pegar até cinco anos de cadeia por violar as condições da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, o que a deixaria fora das eleições que a ditadura militar birmanesa anunciou para 2010.

Nessa quinta-feira, autoridades dos Estados Unidos renovaram seus pedidos de libertação da presa política mais famosa de Mianmar. "Achamos que deve ser libertada de forma imediata e incondicional, junto com os outros 2.100 prisioneiros políticos", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ian Kelly.

As duas mulheres que cuidavam de Suu Kyi em seu confinamento e o invasor de sua residência, o americano John Willian Yettaw, também escutarão o veredicto das acusações que pesam contra eles pelo mesmo motivo da ativista. O advogado de Suu Kyi, Nyan Win, já anunciou que apelará de uma possível sentença contra a líder opositora.

EFE
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