Avião com presidente hondurenho deposto chega à El Salvador

05 de julho de 2009 • 23h41 • atualizado em 06 de julho de 2009 às 08h10

O avião venezuelano que leva o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya chegou neste domingo em El Salvador procedente de Manágua, depois que foi impedido de aterrissar em território hondurenho.

Zelaya chegou ao aeroporto internacional El Salvador, para se reunir com os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Equador, Rafael Correa, assim como com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, informou a rede Telesur.

A aeronave, na qual também viajava o presidente paraguaio, Fernando Lugo, tocou o solo salvadorenho após uma breve estadia em Manágua e depois que militares impediram sua chegada ao aeroporto de Tegucigalpa.

O presidente deposto chegou a El Salvador acompanhado por seu chanceler, Patricia Rodas, e o presidente da Assembleia Geral da ONU, o ex-chanceler nicaraguense Miguel D'Decoto.

A expectativa pela chegada de Zelaya à Honduras levou seus simpatizantes a se reunirem em frente ao aeroporto da capital do país, o que provocou confronto com os militares. O presidente deposto disse querer retornar à Honduras com a intenção de retomar seu cargo após um golpe no país da América Central.

O avião que levava Zelaya chegou a sobrevoar Tegucigalpa, mas não teve seu pouso liberado. Para impedir uma tentativa forçada por parte do presidente deposto, os militares bloquearam a pista utilizando veículos.

Os confrontos entre manifestantes pró-Zelaya e os militares deixaram, até o momento, um saldo de dois mortos e, segundo informações da Agência Efe, pelo menos dez feridos.

Um porta-voz da Cruz Vermelha Hondurenha disse que a maioria das vítimas no confronto tem ferimentos causados com objetos cortantes e outros foram afetados pelos gás lacrimogêneo usado pelos policiais e militares para afastar os manifestantes.

Os militares - com o apoio do Congresso e do Judiciário de Honduras - retiraram Zelaya da presidência no dia 28 de junho, um ato que foi condenado pela comunidade internacional e que resultou na suspensão de Honduras da OEA.

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