Governo hondurenho impõe toque de recolher após confrontos

05 de julho de 2009 • 21h42 • atualizado às 22h44
Confronto entre simpatizantes de Zelaya e militares ocorreu no aeroporto da capital hondurenha Foto: AP
Confronto entre simpatizantes de Zelaya e militares ocorreu no aeroporto da capital hondurenha
05 de julho de 2009
Foto: AP

O novo governo de Honduras, empossado após a deposição do presidente eleito Manuel Zelaya, anunciou que o toque de recolher entrou em vigor as 18h30 (21h30, no horário de Brasília) deste domingo, depois que incidentes entre seguidores do deposto presidente e militares deixaram dois mortos e, segundo a Agência Efe, uma dezena de feridos.

O confronto ocorreu na frente do aeroporto de Toncontín, em meio à expectativa enquanto o presidente deposto partiu de avião de Washington para Tegucigalpa, capital hondurenha, com a intenção de retomar seu cargo após um golpe no país da América Central.

Após ser impedido de pousar no aeroporto de Toncontin, Zelaya se dirigiu à Manágua, capital da Nicarágua. De lá, de acordo com a rede de TV Telesur, ele decolou com destino a El Salvador, onde deve se reunir com os presidentes do Equador, Rafael Correa, do Paraguai, Fernando Lugo, e da Argentina, Cristina Kirchner, além do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

O avião que levava Zelaya chegou a sobrevoar Tegucigalpa, mas não teve seu pouso liberado. Para impedir uma tentativa forçada por parte do presidente deposto, os militares bloquearam a pista utilizando veículos.

Um porta-voz da Cruz Vermelha Hondurenha disse que a maioria das vítimas no confronto tem ferimentos causados com objetos cortantes e outros foram afetados pelos gás lacrimogêneo usado pelos policiais e militares para afastar os manifestantes.

Os militares - com o apoio do Congresso e do Judiciário de Honduras - retiraram Zelaya da presidência no dia 28 de junho, um ato que foi condenado pela comunidade internacional e que resultou na suspensão de Honduras da OEA.

Com informações de agências internacionais.

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