Chanceler hondurenho minimiza suspensão de seu país da OEA

05 de julho de 2009 • 12h17 • atualizado às 13h19

O novo chanceler de Honduras, Enrique Ortez, minimizou neste domingo a importância da suspensão de seu país da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não reinstalar o deposto presidente Manuel Zelaya, derrubado há uma semana pelos militares.

Ortez lembrou, em declarações à imprensa, que seu Governo decidiu na sexta-feira sair da OEA em exercício de sua "soberania" e em "repúdio" à pretensão desse organismo de reinstalar Zelaya.

"A única coisa que a OEA pode fazer é nos tirar e fica nisso", disse, acrescentando que "é o pior que pode nos acontecer, continuamos sendo um Estado soberano e ainda somos membros das Nações Unidas".

Além disso, enfatizou em que "os países podem ter relações bilaterais" e, neste sentido, "bilateralmente, o comércio vai continuar, (o secretário-geral da OEA, José Miguel) Insulza não pode suspender o comércio, isso vai continuar".

Lembrou que Cuba esteve suspensa da OEA de 1962 até este ano, "e ali está Fidel Castro, não lhe aconteceu nada" por essa separação do Sistema Interamericano.

A Assembleia Geral da OEA suspendeu hoje Honduras por não ter cumprido o mandato no prazo de 72 horas dado ao novo Governo de Roberto Micheletti de restabelecer a ordem democrática, o estado de direito e restituir Zelaya na presidência.

Zelaya, deposto e levado à Costa Rica há uma semana por militares, anunciou que voltará hoje ao país, mas o chanceler Ortez advertiu que não será permitido que seu avião pouse, para evitar "que comece a correr sangue" em Honduras.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »