Iraque pede que EUA não interfira em questões internas

04 de julho de 2009 • 16h13 • atualizado às 16h21

O governo de Bagdá disse neste sábado que os Estados Unidos não devem interferir na política interna do Iraque, um dia após o vice-presidente americano, Joe Biden, advertir para a suspensão dos compromissos americanos caso persista a violência étnica e religiosa no país.

O vice-presidente Joe Biden deve "transmitir a seu presidente o desejo comum dos iraquianos de querer solucionar seus próprios problemas. Não queremos que outras partes interfiram em nossos assuntos, já que as coisas se complicarão e nada será solucionado", afirmou o porta-voz do governo Alí Dabbagh.

"Trata-se de uma mensagem importante que ele deve transmitir".

Joe Biden disse na sexta-feira que os Estados Unidos podem ignorar os compromissos políticos assumidos com Bagdá se a violência religiosa ou étnica recomeçar no Iraque.

"Se a violência recomeçar, ela mudará a natureza do nosso compromisso. Ele (Biden) foi muito direto sobre este ponto", revelou um alto funcionário americano.

"Se, em razão de ações de diferentes partes no Iraque, o país voltar a cair na violência religiosa ou na violência étnica, será algo que não nos permitirá manter o compromisso, já que não atende ao interesse do povo americano", disse o funcionário americano, citando Biden.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »