Zelaya diz que voltará a Honduras neste domingo

04 de julho de 2009 • 15h03 • atualizado às 16h50

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, confirmou que viajará neste domingo a Tegucigalpa, capital do país, acompanhado de "vários presidentes", e afirmou que o governo provisório deve devolver a democracia a seu país, segundo declarações feitas à rede venezuelana Telesur.

"Vamos nos apresentar no aeroporto em Tegucigalpa com vários presidentes, vários membros de comunidades internacionais. Neste domingo, estaremos em Tegucigalpa abraçando-os, acompanhado-os para fazer valer o que tanto defendemos em nossa vida, que é a vontade de Deus através da vontade do povo", disse, em dicurso transmitido pela mesma emissora.

Após lembrar como foi tirado de seu país no domingo passado pelos militares, Zelaya disse que estes "estão em cumplicidade com a elite voraz que espreme e asfixia nosso povo", e fazem parte de um golpe que "colcou em evidência diante do mundo que, em Honduras, ainda há uma espécie de barbárie".

"Esta é uma grande oportunidade para mostrar ao mundo que os hondurenhos são capazes de enfrentar estes problemas e de ir adiante, apesar desta seita criminosa que hoje pretende se apropriar dos destinos de nossa nação", acrescentou.

Chamou os militares de "golpistas traidores" e os pediu para "retificar no menor tempo possível". Advertiu que "estão cercados" e que "terão que prestar conta pelo genocídio que estão cometendo".

Sobre seu retorno, insistiu em que será o do presidente eleito pelo povo e ressaltou que seus simpatizantes não devem levar armas, mas "que pratiquem o que eu sempre preguei: a não violência".

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