Jornal conservador acusa Moussavi de ser agente dos EUA

04 de julho de 2009 • 12h47 • atualizado às 13h43

O jornal conservador Kayhan acusou neste sábado o dirigente opositor iraniano Mir Hossein Moussavi de ser um "agente dos Estados Unidos", e pediu que seja julgado por trair e ameaçar a estabilidade do Irã.

Em um editorial, o jornal ataca também os políticos e religiosos reformistas, como o ex-presidente Mohamad Khatami.

"Moussavi e Khatami devem responder perante um tribunal por seus horrendos crimes e sua traição", afirma a publicação, controlada diretamente pelo líder supremo da revolução, aiatolá Ali Khamenei.

"Mataram pessoas inocentes, promoveram os distúrbios, contrataram pistoleiros e colaboraram com estrangeiros como agentes dos Estados Unidos", acrescenta.

O Irã foi cenário nas últimas semanas de protestos liderados por Moussavi, que denunciou uma fraude eleitoral em massa e premeditada nas eleições presidenciais de 12 de junho a favor do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que saiu reeleito com 62% dos votos.

As manifestações, nas quais 20 pessoas morreram e 1.032 foram detidas, segundo números oficiais, foram reprimidas com especial violência pelas forças de segurança e pelas milícias de voluntários islâmicos Basij.

O regime iraniano acusou o Ocidente, e especialmente Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha, de promover os distúrbios e tentar provocar, assim, o que denomina uma "revolução de veludo".

Tanto o setor conservador do Parlamento quanto a seção estudantil dos Basij pediram ao Poder Judiciário o processamento de Moussavi.

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