Insulza afirma que Honduras não pretende reverter a situação

03 de julho de 2009 • 23h11 • atualizado em 04 de julho de 2009 às 03h48
O secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Miguel Insulza, fala durante uma conferência na cidade de Tegucigalpa Foto: EFE
O secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Miguel Insulza, fala durante uma conferência na cidade de Tegucigalpa
04 de julho de 2009
Foto: EFE

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou nessa sexta-feira que os responsáveis por romper a ordem constitucional em Honduras "não têm intenção de reverter essa situação".

"O resultado claro é que a ruptura da ordem constitucional persiste e que os que fizeram isto não têm por enquanto nenhuma intenção de reverter essa situação", indicou Insulza em entrevista após participar de várias reuniões em Tegucigalpa.

O secretário-geral da OEA chegou hoje a Honduras, cinco dias depois de o presidente Manuel Zelaya ter sido detido e expulso do país e o Congresso designar em seu lugar Roberto Micheletti, com quem Insulza não se reuniu em sua estadia no país.

Segundo o titular da OEA, o organismo considera que houve "um golpe de Estado" em Honduras, e "essa situação precisa ser revertida".

No entanto, indicou que nenhuma autoridade do país está disposta a dar passos nessa direção.

"Pelo contrário, recebi vários documentos mostrando quais são as acusações pendentes contra o presidente", assinalou.

"Vamos nos reunir amanhã na Assembleia Geral e adotar a decisão que acreditarmos ser a melhor", afirmou.

A OEA fixou na quarta-feira um prazo de 72 horas ao novo governo de Honduras para que restabeleça a ordem constitucional, sob a ameaça de o país ser suspenso do organismo.

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