Supremo de Honduras diz que saída de Zelaya é irreversível

03 de julho de 2009 • 20h03 • atualizado em 04 de julho de 2009 às 01h24

A Suprema Corte de Honduras decidiu, nesta sexta-feira, que não irá aceitar o retorno ao país do presidente eleito hondurenho, Manuel Zelaya. A decisão se deu após um encontro entre representantes da Suprema Corte do país e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, em Tegucigalpa.

O secretário-geral da OEA chegou a Honduras nesta sexta-feira a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira. Sua presença no país se deu como uma forma de tentar destravar o impasse que se instaurou em Honduras desde a deposição de Zelaya por um grupo de militares, no último domingo.

Decisão
Ao final da reunião, José Danilo Izaguirrre, porta-voz do presidente da Suprema Corte, deu detalhes sobre o encontro. De acordo com ele, logo no início da reunião, Insulza afirmou que queria a restituição do presidente Zelaya ao cargo, mas o presidente da Suprema Corte hondurenha, Jorge Alberto Rivera, teria dito, de forma muito taxativa, que há uma ordem de prisão contra Zelaya e que a decisão está tomada.

Insulza teria então ameaçado com a suspensão de Honduras da OEA, já no início da semana que vem. De acordo com o porta-voz, o presidente da Suprema Corte teria respondido: "façam como quiserem, a decisão está tomada. Com a lei hondurenha não se pode jogar".

Em uma declaração que ressaltou ser pessoal, o porta-voz da Suprema Corte hondurenha ainda afirmou "que ele (Insulza) não é a autoridade deste país". A reunião entre Insulza e Jorge Alberto Rivera contou ainda com a presença de dois outros ministros da Suprema Corte hondurenha.

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