Movimentos populares de Honduras pedem volta de Zelaya

03 de julho de 2009 • 17h47 • atualizado às 19h40
Apoiadores de Zelaya participam de marcha no centro de Tegucigalpa Foto: AP
Apoiadores de Zelaya participam de marcha no centro de Tegucigalpa
03 de julho de 2009
Foto: AP

Cerca de 50 mil estudantes, professores, camponeses e trabalhadores urbanos participaram, nesta sexta-feira, de uma marcha, no centro de Tegucigalpa, em apoio ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

De acordo com a Agência Bolivariana de Notícias, os movimentos populares pretendem entregar uma carta ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, solicitando a adoção de todas as medidas necessárias para obrigar "governo golpista" a restituir a ordem constitucional e devolver o poder ao presidente eleito democraticamente.

Amarcha, convocada pela Frente Nacional contra o Golpe de Estado, saiu da Universidade Nacional Pedagógica Francisco Morazán em direção à sede da OEA, onde representantes da sociedade civil se reunirão com Insulza. O secretário-geral da OEA está na capital hondurenha para se reunir com membros do governo do presidente de fato, Roberto Micheletti chefe do Legislativo que tomou o poder após o golpe de Estado do último domingo e fazer pressão pela volta de Zelaya.

Na última quarta-feira, a OEA fixou prazo de 72 horas para que Zelaya seja reconduzido ao poder em Honduras. Caso isso não ocorra, a organização ameaça o país de expulsão.

No documento que será entregue pelos movimentos sociais a Insulza, os representantes da sociedade civil contam que, após a expulsão de Zelaya pelas Forças Armadas, os direitos individuais dos cidadãos hondurenhos vêm sendo "sistematicamente violados" por meio de restrições arbitrárias à liberdade pessoal, fechamento dos meios de comunicação independentes, violação da liberdade de expressão e repressão às mobilizações da sociedade civil.

Os movimentos ressaltam, ainda, que não há qualquer condenação contra Zelaya que o impeça de exercer seus direitos políticos e de cidadão. "De maneira contundente, frisamos que nossa Constituição não contempla trâmite algum para que o presidente da República possa ser destituído pelo Congresso Nacional", afirmam.

Agência Brasil
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »