UA decide ajudar presidente sudanês a evitar prisão

03 de julho de 2009 • 16h19 • atualizado às 17h43

Os chefes de Estado e de Governo da África decidiram nesta sexta-feira, na cidade líbia de Sirte, que não ajudarão o Tribunal Penal Internacional (TPI) a deter o presidente sudanês, Omar al-Bashir.

Na declaração final da cúpula da União Africana (UA), os países-membros do bloco lamentaram a decisão do Conselho de Segurança (CS) da ONU de não suspender a ordem de prisão decretada contra o chefe de Estado sudanês.

A resolução aprovada ao fim do encontro provocou um tenso debate na cúpula, já que 30 países-membros da UA são signatários do tratado que criou o TPI.

A ordem de prisão contra Bashir foi decretada no começo de março.

O TPI acusa o chefe de Estado sudanês de crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito na região sudanesa de Darfur.

Segundo o texto final da cúpula da UA, os membros do bloco "não cooperarão na detenção ou na transferência do presidente sudanês ao TPI".

Desde a prisão de Bashir foi decretada, ele viajou para vários países árabes e africanos. Mas nenhum desses participou da criação do TPI.

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