Visita surpresa de Biden ao Iraque provoca protestos

03 de julho de 2009 • 10h39 • atualizado às 10h58
BIden deixa uma das bases militares dos Estados Unidos próxima à Bagdá, acompanhado do embaixador Christopher Hill e do general Ray Odierno Foto: AP
BIden deixa uma das bases militares dos Estados Unidos próxima à Bagdá, acompanhado do embaixador Christopher Hill e do general Ray Odierno
03 de julho de 2009
Foto: AP

Milhares de partidários do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr protestaram nesta sexta-feira contra a visita surpresa ao Iraque do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que se reuniu com os comandantes americanos em Bagdá.

Milhares de partidários de Sadr se manifestaram em Sadr City, um bairro miserável de Bagdá, e queimaram uma bandeira americana.

"Denunciamos as visitas surpresas das autoridades americanas no Iraque e, principalmente, a última do vice-presidente", declarou em um sermão o xeque Suheil al-Akabi.

Biden, que visitou o Iraque pela primeira vez desde que tomou posse como vice-presidente em janeiro, também se reunirá com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, assim como os dois vice-presidentes do país, Tarek al-Hachemi e Adel Abdel Mehdi.

Pela manhã, se reuniu com os duas principais autoridades americanas no Iraque, o chefe das Forças Armadas, general Ray Odierno, e o embaixador Christopher Hill.

Biden chegou a Bagdá na quinta-feira à noite, com o objetivo de ajudar os iraquianos a superar as divergências políticas e alcançar uma reconciliação que ainda não foi completamente concretizada.

A visita acontece dois dias depois da retirada dos soldados americanos das cidades do Iraque, cuja segurança agora está sob responsabilidade do Exército e da polícia iraquianas.

Biden voltará a ressaltar o compromisso de Washington de respeitar o acordo sobre segurança assinado em novembro de 2008 e que prevê que as tropas americanas se retirem completamente do Iraque até o fim de 2011.

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