O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, garantiu, nessa terça-feira, que o país está em ordem e pediu aos funcionários públicos que voltem ao trabalho. "Há tranquilidade em todo território nacional", afirmou ao lado dos ministros da Defesa, Adolfo Lionel Sevilla; Finanças, Gabriela Nuñez, e Saúde, Mario Noé Villafranca.
O presidente eleito, Manuel Zelaya, foi destituído pelos militares por ter tentado organizar uma consulta popular para emendar a Constituição e abrir a porta a uma eventual reeleição, em um referendo considerado ilegal pela Suprema Corte.
Micheletti reafirmou sua intenção de entregar o poder em janeiro próximo, quando terminaria o mandato de Zelaya. O novo presidente garantiu que os "médicos e professores cubanos que estão no país receberão o melhor tratamento possível" e terão sua segurança garantida.
Já o ministro da Defesa destacou que "não houve qualquer morte" nos confrontos de segunda-feira entre as forças da ordem e manifestantes pró-Zelaya.
O ministro Lionel Sevilla garantiu que os bloqueios montados pelos militares nas estradas do país foram suspensos. Momentos antes, a secretaria de Informação e Imprensa anunciou a prorrogação do toque de recolher até a próxima sexta-feira, para prevenir eventuais distúrbios em Honduras.
O toque de recolher passa a vigorar das 21h às 5h, destaca o comunicado. As novas autoridades do país impuseram o toque de recolher no domingo passado, inicialmente por 48 horas e entre às 21h e 6h.
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