Nesta terça-feira (noite de segunda em Brasília) foi registrado o segundo acidente aéreo com um Airbus em menos de um mês. A aeronave A310-300, da companhia aérea iemenita Yemenia Air, caiu no mar quando se aproximava do arquipélago de Comores, no Oceano Índico. O voo havia deixado Sanaa, no Iêmen, com destino a Moroni, em Comores.
Na noite de 31 de maio, o voo 447 da Air France, que também era feito por um Airbus, caiu no Oceano Atlântico. A aeronave saiu do Rio de Janeiro com destino à França. Os dois voos têm em comum o grande número de passageiros franceses. Segundo autoridades portuárias de Paris, 66 franceses estavam a bordo da aeronave iemenita. O avião da Air France que caiu no Atlântico levava 61 franceses.
Ao todo, 228 pessoas estavam a bordo do vôo 447, mas nenhuma foi resgatada com vida. Na última sexta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha suspenderam as buscas depois de encontrar 51 corpos. Um submarino francês ainda trabalha na aérea onde foram encontrados destroços em busca da caixa-preta do avião, que pode levar às causas da tragédia.
No acidente desta terça, pelo menos uma pessoa foi resgatada com vida e alguns corpos foram retirados do mar poucas horas depois da queda. As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas se sabe que a aeronave passava por uma tempestade com ventos de mais de 60 km/h quando caiu, a cerca de 30 km de seu destino final.
Embora seja só uma hipótese que nem mesmo investigações detalhadas sejam capazes de comprovar, caso não se encontre as caixas-pretas, as duas aeronaves passavam por tempestades quando caíram no mar. A Air France informou que seu Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A aeronave tinha saído da área de cobertura do Cindacta pouco antes, às 22h48. As buscas começaram por volta das 2h30.
Embora não estivesse na lista negra de companhias aéreas que voam mesmo oferecendo riscos a seus passageiros, o ministro dos Transportes da França, Dominique Bossereau, disse que haviam sido detectadas falhas durante inspeções na França no A310 da Yemenia e que a aeronave não havia retornado ao país europeu desde então.
Outros acidentes em 2009
Em fevereiro deste ano, um avião com 49 pessoas a bordo caiu sobre uma casa perto do aeroporto internacional de Buffalo, no Estado de Nova York (EUA). Além de todos que estavam a bordo da aeronave, uma pessoa que estava em terra morreu no acidente. O bimotor Bombardier Dash8 Q400 da Continental Airlines pegou fogo após se chocar com a casa.
Na época, especialistas consultados por redes de TV como a CNN citaram a possibilidade de que as más condições meteorológicas, de chuva e vento forte, possam ter influenciado no acidente.
No dia 20 de maio, um avião militar caiu na ilha de Java, na Indonésia. O Hércules C-130 da Força Aérea se chocou contra casas antes de tocar um arrozal na província de Java Oriental. Das 109 pessoas a bordo, 98 morreram no acidente. A maioria dos ocupantes era da Força Aérea indonésia, alguns dos quais viajavam com suas famílias.
O porta-voz militar Sagom Tamboen disse em entrevista que o aparelho estava em boas condições e que o tempo estava claro. Mas uma fonte militar declarou que o Hércules que caiu estava em atividade desde a década dos 70. A maioria dos aviões deste modelo, muitos de segunda mão, foi adquirida entre 1960 e 1975.
No dia 15 de janeiro, um piloto da companhia US Airways evitou o que poderia ser a terceira tragédia com um Airbus em poucos meses. Depois de colidir com pássaros, o piloto Chesley Sullenberger percebeu a perda de potência em ambas as turbinas e precisou tomar uma decisão rápida. Depois de se recusar a seguir a orientação do controlador para tentar o pouso em um pequeno aeroporto de Nova Jersey, Sullenberger usou sua habilidade para garantir que todas as 155 pessoas a bordo do voo 1549 saíssem ilesas.
Redação Terra