Notícias » Mundo » Mundo

 Pyongyang diz que americanas confessaram 'atos ilegais'
17 de junho de 2009 04h38 atualizado às 05h41

A Coreia do Norte disse que as duas jornalistas americanas condenadas recentemente em seu país reconheceram ter cometido "atos ilegais" para uma campanha de calúnia contra o país comunista, informou nesta quarta-feira a imprensa sul-coreana.

O comunicado oficial divulgado pela agência KCNA assegura que no julgamento realizado entre os dias 4 e 8 de junho ficou provado que as jornalistas Laura Ling e Euna Lee cruzaram a fronteira da China com a Coreia do Norte.

"Na manhã do dia 17 de março, dois homens não identificados e as duas mulheres cruzaram o Rio Duman em direção ao lado norte-coreano da fronteira com a China", detalha o relatório norte-coreano.

"No julgamento, as acusadas reconheceram que cometeram atos criminosos, promovido pelos motivos políticos de isolar e asfixiar nosso sistema socialista", assegurou a Coreia do Norte mediante um comunicado emitido ontem por sua agência estatal KCNA.

Laura Ling, 32 anos, e Euna Lee, 36 anos, que trabalham para o veículo digital San Francisco Current TV, foram detidas no dia 17 de março na fronteira do país comunista com a China enquanto gravavam imagens para um documentário sobre tráfico de mulheres norte-coreanas.

No final de março, a Coreia do Norte anunciou que as acusaria de "entrada ilegal e atos hostis, com base nos documentos sobre seus crimes", obtidos nas investigações e nas declarações das próprias jornalistas.

O principal tribunal da Coreia do Norte condenou as duas a 12 anos de trabalhos forçados pela entrada ilegal em seu território.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.