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EUA alertam para crescimento de racismo, incluindo exército

15 de junho de 2009 12h59

Um relatório organizado recentemente pelo Departamento de Segurança Doméstica dos EUA (DHS na sigla em inglês) alerta para uma crescente atuação de grupos que pregam a supremacia branca no país. O relatório alerta inclusive para a presença de racistas nas forças armadas. Segundo o DHS, os grupos neonazistas usariam as forças armadas para treinar seus militantes para combates raciais futuros.

Em uma reportagem publicada nesta segunda pelo site de notícias americano Salon.com, é apresentada a denúncia de um militar reformado do exército americano que afirma ser neonazista. Forrest Fogarty, que chegou a ser enviado para o Iraque, afirma que nem suas tatuagens nem seu comportamento impediram que ele conseguisse se alistar.

De acordo com a legislação americana é proibido o alistamento de pessoas ligadas a grupos neonazistas. Os recrutadores são orientados a checarem as tatuagens dos aspirantes e recrutas e perguntarem o significado de cada uma delas. Fogarty traz no torso uma cruz celta, utilizado como símbolo dos supremacistas brancos.

Na reportagem do Salon.com Fogarty afirma que, durante sua campanha no Iraque, seu superiores sabiam que ele era um neonazista e que nunca escondeu suas convicções. Ele deu baixa honrosa em 2005 e foi convidado pelo exército a se realistar, mas recusou a oferta por estar "enojado com o sistema".

O relatório do DHS, chamado "Extremismo de direita: atual clima político-econômico favorecem ressurgimento de radicais em recrutamento" afirma que "a determinação de uma pequena percentagem de militares em participar de grupos extremistas na década de 1990 por estarem descontentes, desiludidos, ou por sofrerem os efeitos psicológico da guerra está se repetindo hoje".

O estudo avalia ainda que muitos grupos neonazistas influenciam seus membros a se alistarem no exército para garantir treinamento militar de qualidade para o que chamam de "iminente guerra racial americana". Outros afirmam que, nas forças armadas, têm a chance de matar iraquianos e assim cumprir seu dever como militantes brancos.

Redação Terra