Um inquérito judicial sobre o desaparecimento da aeronave que fazia o vôo Rio-Paris da Air France e desapareceu com 228 pessoas a bordo foi aberto para averiguar homicídios involuntários, anunciou na sexta-feira a Promotoria Pública de Paris. A juíza Sylvie Zimmerman foi designada para presidir o inquérito, segundo um comunicado.
O procurador de Paris, Jean-Claude Marin, informou que enviou uma correspondência à família de cada uma das vítimas para informá-las desse procedimento penal e da designação de associações de assistência às vítimas. Nenhum destroço nem corpo foram resgatados até agora do vôo AF 447 que desapareceu sobre o Atlântico após decolar do Rio na noite de domingo.
O inquérito judicial deve determinar eventuais responsabilidades penais e procurar determinar as causas da catástrofe, paralelamente à investigação puramente técnica realizada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês). A magistrada poderá designar especialistas e confiar o inquérito a um ou vários serviços, como a polícia do transporte aéreo.
O acidenteO Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

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