Considerado o mestre da radiodifusão espanhola, Matías Prats nasceu em Villa del Río (Córdoba) em 4 de dezembro de 1913, e era o pai de um dos jornalistas mais conhecidos da televisão espanhola, Matías Prats Luque.
Começou a exercer a profissão em novembro de 1939, na emissora de Rádio Nacional da Espanha (RNE), em Málaga. O início da carreria foi como jornalista esportivo.
Na década de 40 foi para Madri para trabalhar na RNE. De 1947 a 1971 foi locutor dos Noticiários e Documentários Cinematográficos (No Do), que eram exibidos obrigatoriamente nos cinemas espanhóis durante a ditadura do general Francisco Franco (1939-1975).
Como jornalista esportivo marcou a história da rádio espanhola. Com sua voz potente e capacidade descritiva, seu estilo diferente rapidamente se institucionalizou.
Transmitiu Copas do Mundo, como a do Brasil de 1950, e também todas as finais da Copa da Europa de Clubes das quais o Real Madrid participou.
Outra de suas facetas era a cobertura das corridas de touros na Espanha. Além disso, Prats também trabalhou na Televisão Espanhola, tanto em transmissões esportivas como das corridas de touros. Nos anos 80 e 90, apesar de sua idade, continuou comentando esporadicamente jogos de futebol e touradas.
Matías Prats também fez incursões na política, e em 1971 foi eleito procurador (deputado) nas Cortes franquistas.
Ganhou muitos prêmios, como o Ondas de Rádio, em suas edições de 1955, 1965, 1996 e 1999.
Em 2003, recebeu uma de suas últimas homenagens, ganhando o Prêmio Ondas de Ouro, que foi concedido por "ter levado ao rádio a expressão narrativa máxima e como voz que perdura na lembrança de várias gerações de espanhóis".
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