"Recentemente foi identificada a possibilidade concreta de que grupos terroristas tentem cometer um atentado no Egito, e em particular no Sinai", afirmou esse organismo de segurança israelense.
A recomendação pede que os turistas de Israel não visitem o Egito, e particularmente a península do Sinai, que se transformou em um dos destinos preferido dos israelenses.
Após três anos de ausência provocada pela Intifada de Al Aqsa, mais de 300.000 israelenses visitaram as cidades de praia do Sinai desde o começo deste ano.
Mais cem mil são esperados pelos hotéis egípcios nas festas judaicas de Ano Novo, que começam na próxima semana.
Mas esse número pode cair consideravelmente se o Comitê de Luta Antiterrorista, que já advertiu também os ministérios de Exteriores e do Turismo, insistir em seus advertências.
A notificação não faz referência a nenhum grupo terrorista em particular nem a nenhuma data, e afirma unicamente que "a ameaça de um ataque terrorista agravou-se, sobretudo no Sinai".
A Associação de Operadores Turísticos, que viveu um bom momento neste verão do hemisfério norte com os pacotes a essa península no Mar Vermelho, limitou-se a dizer que as agências informam os turistas sobre a decisão, "mas a decisão de viajar é deles".
"A advertência existe há cinco anos, talvez agora queiram colocar mais ênfase nessa possibilidade, mas claro que ela não é nova", disse Iehuda Zaafrani, gerente de marketing de uma das maiores agências israelenses, à edição eletrônica do jornal "Yediot Aharonot".
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