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Netanyahu diz que "Jerusalém sempre foi e será" de Israel

21 de maio de 2009 14h11 atualizado às 15h30

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta que "Jerusalém sempre foi e será" dos judeus, motivo pelo qual "nunca será partida ou dividida de novo".

"Jerusalém unida é a capital de Israel", disse o premiê ao discursar num ato em comemoração à "reunificação" da cidade após a tomada da parte oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

No início de seu discurso, Netanyahu, líder do partido Likud (direita), disse que esta semana transmitiu essa mensagem aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Barack Obama e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

"Só com uma Jerusalém unida será possível manter a liberdade de culto para as três (grandes) religiões" monoteístas - o judaísmo, o islamismo e o cristianismo -, disse o premiê na Colina da Munição, um dos lugares mais simbólicos da disputa travada há 42 anos.

O chefe de governo israelense afirmou ainda que "nunca houve tanta liberdade de culto em Jerusalém como agora".

Segundo Netanyahu, em 1967, "um sonho de longa data" foi realizado com a vitória das tropas israelenses sobre a Jordânia no lado oriental de Jerusalém, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado.

Mais tarde, em 1981, Israel anexou para si a parte leste da cidade, por meio de uma lei parlamentar que declarou toda Jerusalém "capital eterna e indivisível do povo e do Estado judeu", o que foi rejeitado pela comunidade internacional.

O ato de hoje, do qual participaram os principais líderes políticos e militares de Israel, deu início às comemorações do Dia de Jerusalém.

De manhã, sob o lema "Acordem da fantasia: Jerusalém está unificada?", centenas de ativistas israelenses e palestinos se reuniram em frente ao histórico Portão de Damasco da Cidade Antiga de Jerusalém em protesto contra as comemorações dos judeus.

EFE
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