Familiares de reféns aguardam nas proximidades por notícias do seqüestro |
Em uma declaração lida por seu presidente, o diplomata espanhol Juan Antonio Yanez-Barnuevo, o Conselho de Segurança "condena nos termos mais firmes o ato odioso que constitui a tomada de reféns em uma escola secundária". Além disso, Yanez-Barnuevo expressou condolências e solidariedade ao povo e ao governo russo, assim como às vítimas dos atos terroristas e suas famílias. O Conselho pediu ajuda de todos os Estados para encontrar os responsáveis pelos atos terroristas na Rússia.
Entre 17 e 20 rebeldes armados com explosivos invadiram na manhã de hoje uma escola de 850 alunos e fizeram mais de 300 pessoas como reféns. Houve tiroteio e nove pessoas morreram. Eles ameaçam matar 50 crianças para cada um de seus combatentes mortos e 20 para cada ferido.
O grupo afirmou que nenhum estudante foi ferido e todos passam bem, apesar de não permitir a entrada no ginásio da escola de água, alimentos e remédios. Os seqüestradores, alguns com explosivos amarrados ao corpo, ameaçaram detonar o edifício em caso de ataque policial.
O Serviço Federal de Segurança de Beslán começou à tarde a negociação com os terroristas. O grupo exige a retirada das tropas russas da Chechênia e o fim da guerra nessa república, que acaba de realizar eleições presidencias. Eles querem negociar com os presidentes da Ossétia do Norte, Alexandre Dzasokhov, e da Inguchétia, Murat Ziazikov, e também com o médico Leonid Rochal, um famoso cirurgião que havia intermediado na tomada de reféns do teatro da Dubrovka em Moscou, em outubro de 2002.
Líderes dos separatistas chechenos, que defendem a independência da região, negaram a participação no sequestro, mas ainda não está clara a origem dos extremistas.
O presidente Vladimir Putin, que estava no balneário de Sotchi, voltou hoje apressadamente à capital.
Redação Terra