ONU exige libertação imediata de reféns em escola

01 de setembro de 2004 • 16h28 • atualizado às 16h28
Familiares de reféns aguardam nas proximidades por notícias do seqüestro
Familiares de reféns aguardam nas proximidades por notícias do seqüestro
01 de setembro de 2004
AP

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou firmemente hoje o seqüestro de cerca de 300 pessoas, incluindo 132 crianças, em uma escola da república russa da Ossétia do Norte e exigiu a libertação imediata dos reféns. A reunião ocorreu em caráter emergencial para que o Conselho se pronunciasse sobre a tomada ocorrida hoje na escola e também sobre a onda de ataques terroristas que afeta a Rússia nos últimos dias.

Em uma declaração lida por seu presidente, o diplomata espanhol Juan Antonio Yanez-Barnuevo, o Conselho de Segurança "condena nos termos mais firmes o ato odioso que constitui a tomada de reféns em uma escola secundária". Além disso, Yanez-Barnuevo expressou condolências e solidariedade ao povo e ao governo russo, assim como às vítimas dos atos terroristas e suas famílias. O Conselho pediu ajuda de todos os Estados para encontrar os responsáveis pelos atos terroristas na Rússia.

Entre 17 e 20 rebeldes armados com explosivos invadiram na manhã de hoje uma escola de 850 alunos e fizeram mais de 300 pessoas como reféns. Houve tiroteio e nove pessoas morreram. Eles ameaçam matar 50 crianças para cada um de seus combatentes mortos e 20 para cada ferido.

O grupo afirmou que nenhum estudante foi ferido e todos passam bem, apesar de não permitir a entrada no ginásio da escola de água, alimentos e remédios. Os seqüestradores, alguns com explosivos amarrados ao corpo, ameaçaram detonar o edifício em caso de ataque policial.

O Serviço Federal de Segurança de Beslán começou à tarde a negociação com os terroristas. O grupo exige a retirada das tropas russas da Chechênia e o fim da guerra nessa república, que acaba de realizar eleições presidencias. Eles querem negociar com os presidentes da Ossétia do Norte, Alexandre Dzasokhov, e da Inguchétia, Murat Ziazikov, e também com o médico Leonid Rochal, um famoso cirurgião que havia intermediado na tomada de reféns do teatro da Dubrovka em Moscou, em outubro de 2002.

Líderes dos separatistas chechenos, que defendem a independência da região, negaram a participação no sequestro, mas ainda não está clara a origem dos extremistas.

O presidente Vladimir Putin, que estava no balneário de Sotchi, voltou hoje apressadamente à capital.

Redação Terra
 
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