Uma das mulheres que asseguram ter tido um filho com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, quando este ainda era bispo já conseguiu arrecadar o dinheiro necessário para que o chefe de Estado se submeta a um exame de DNA, cuja análise final será feita em Curitiba (PR).
Leong Je Park, advogado de Benigna Leguizamón, que mora em um bairro da periferia de Ciudad del Este, a 330 km de Assunção, anunciou hoje que a cliente já conseguiu os 3,5 milhões de guaranis (US$ 700) para que Lugo seja submetido à análise.
Leguizamón arrecadou o valor com a ajuda da população através de depósitos em contas correntes de quatro bancos da cidade, devido à recusa do presidente de arcar com as despesas derivadas do exame.
Ela recusou hoje a oferta de um laboratório local para realizar gratuitamente o exame, disse Park, que explicou que as amostras genéticas serão extraídas em Assunção e posteriormente enviadas a Curitiba para a análise final.
A jovem, de 27 anos, assegura que o segundo dos quatro filhos que tem, de seis anos e concebido em Choré, no departamento de San Pedro (centro), a região mais pobre do país e onde o agora chefe de Estado foi bispo pouco mais de uma década, é fruto de uma relação com Lugo.
O caso de Leguizamón se soma ao reconhecimento legal feito em 13 de abril por Lugo do filho que teve com Viviana Carrillo, Guillermo Armindo, nascido em 4 de maio de 2007, cinco meses depois que o presidente renunciou ao estado clerical para concorrer à Presidência.
Além disso, uma terceira mulher, Hortensia Morán Amarilla, de 39 anos, disse a jornalistas em 22 de abril que concebeu um filho do chefe de Estado, Juan Pablo, de um ano, mas destacou que não tem a intenção de processar Lugo.

- EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.


Assista agora »
Assista agora »
