A facção armada palestina Jihad Islâmica disse nesta segunda-feira que a visita do papa Bento XVI a Israel representa um "presente à ocupação e um desprezo ao sofrimento do povo palestino".
A organização palestina diz em comunicado que a viagem do papa "reflete sua cortesia com a ocupação, mostra desdém perante as feridas abertas em Jerusalém e evita o holocausto que o Exército israelense realizou na Faixa de Gaza no começo do ano".
A facção palestina, apoiada pelo Irã, lembrou que Bento XVI "provocou acesos sentimentos entre os árabes e muçulmanos" com as declarações que fez no ano 2006 sobre o profeta Mohamad (Maomé, no ocidente).
Suas palavras suscitaram protestos irados no mundo muçulmano, apesar de que Bento XVI disse ter sido "mal-interpretado".
A Jihad Islâmica afirma em seu comunicado que o pontífice "não ofereceu nenhuma desculpa franca e clara sobre essas entrevistas, o que levanta desconfiança nas intenções da Igreja Católica e suas relações com os muçulmanos".
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