Obama (centro) participou de reunião com os presidentes do Afeganistão (esq.) e do Paquistão (dir.) |
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta quarta-feira o "compromisso durável" de sua administração para derrotar a rede terrorista Al-Qaeda e apoiar os governos democráticos do Afeganistão e do Paquistão.
As declarações de Obama na Casa Branca ocorrem após diferentes reuniões bilaterais com os presidentes do Afeganistão, Hamid Karzai, e do Paquistão, Asif Ali Zardari, e depois houve uma cúpula trilateral para discutir a cooperação contra o movimento talibã.
Em suas breves declarações, Obama disse que as reuniões, que tinham como objetivo reforçar a cooperação contra o movimento talibã, foram "muito produtivas".
"O caminho pela frente será difícil, haverá mais violência e passos para trás, mas contamos com um compromisso durável para derrotar a Al-Qaeda e apoiar os Governos democráticos do Paquistão e do Afeganistão", afirmou Obama.
Esse esforço, prometeu, será "sustentado" e os Estados Unidos "não retrocederão em seu empenho".
A alternativa que a Al-Qaeda e o movimento talibã oferecem, disse, é "um futuro de violência e desesperança, e esse não é o futuro que o povo paquistanês quer ou merece".
O presidente americano prometeu também adotar "todos os esforços possíveis para evitar baixas civis" na luta contra os grupos extremistas.
Essa declaração de Obama ocorre depois que Karzai pediu a abertura de uma investigação sobre bombardeios americanos na terça-feira no Afeganistão que aparentemente deixaram dezenas de mortos civis.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou hoje, durante sua reunião respectiva com Zardari e Karzai no Departamento de Estado, seu "profundo pesar" pelas mortes de civis no Afeganistão durante o bombardeio da Aviação dos EUA.
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