Bush acelera ritmo de campanha às vésperas de convenção

29 de agosto de 2004 • 10h25 • atualizado às 10h25

Às vésperas da Convenção Republicana, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, intensifica sua campanha para atrair os votos dos indecisos com novas promessas de criação de emprego, melhoras na saúde e na educação e, sobretudo, de vitória na "guerra contra a guerra", .

"A questão é: quem pode dirigir melhor o país em tempos de guerra... Acho que eu" e esse é o verdadeiro debate, afirmou em uma entrevista junto com sua mulher, Laura Bush, exibida ontem, sábado, pela rede de TV CNN.

O presidente conta as horas anteriores à inauguração nesta segunda-feira da Convenção Nacional de seu partido, na qual confirmará sua candidatura à reeleição, para explicar à população que tem uma missão já iniciada e quer e vai concluí-la.

Ainda "há algumas pessoas que as quais é possível convencer para que mudem de opinião", segundo o presidente, que se apresentará em Nova York com um programa de continuidade e também com novas estratégias e propostas para a aquela que ele espera ser sua segunda etapa na Casa Branca.

Seu principal objetivo continua ser colocar fim ao pesadelo do terrorismo e à guerra no Iraque. Embora reste muito trabalho a ser feito, Bush assegurou que é possível conseguir isso.

O governante americano admitiu que passou por momentos ruins e que teve que tomar decisões difíceis, como a de enviar os soldados americanos ao Iraque, "a mais difícil que um presidente pode tomar", segundo sua mulher.

Nem ela nem Bush estão preocupados com a possibilidade de algum problema de segurança surgir durante a Convenção Republicana de Nova York, uma cidade tradicionalmente de maioria democrata e que já é palco de inúmeros protestos e incidentes.

"Estaremos seguros", disse Laura Bush, depois de lembrar que as autoridades federais e locais estão tomando as medidas necessárias para que não ocorra nada.

O governante não antecipou nada sobre quais serão os assuntos principais do discurso de confirmação de sua candidatura. No entanto, fontes de sua campanha adiantaram que ele lançará novas propostas para a previdência social, especificamente sua privatização, e para a criação de empregos.

Outro dos pontos fortes será o da educação, setor no qual Bush quer investir mais, como disse ontem em Ohio, onde percorreu várias cidades em uma passagem por um dos estados considerados decisivos para as eleições de 2 de novembro.

Na viagem que fez, o presidente se referiu ao aumento do desemprego registrado em grande parte do citado estado desde que iniciou seu mandato.

Após admitir e assegurar que entende perfeitamente a decepção de muitas pessoas, Bush animou sua audiência assegurando que "é melhor que eleger alguém com um plano para manter o crescimento econômico".

"Para assegurar a manutenção do emprego aqui em Ohio e nos EUA vamos assegurar que outros países nos tratem como nós a eles", de modo que, se os mercados americanos se abrem aos seus produtos, os seus "terão que se abrir aos nossos".

Em matéria fiscal, o atual presidente propôs a manutenção de sua política de corte de impostos e garantiu que aliviando "a carga fiscal, todo mundo que paga se verá beneficiado".

Esse tema é um dos principais avlos das críticas do candidato democrata, John Kerry, que frisa que o presidente beneficia muito poucos e prejudica a classe média.

"Não se pode permitir mais quatro anos de perdas de emprego, lento crescimento e crescente pobreza", afirmou o candidato democrata na outra ponta do país, no estado da Geórgia.

Tanto Kerry como Bush redobram agora seus esforços nos estados em que o voto não está decidido e que são especialmente importantes para a vitória nas eleições, como os da Flórida, da Pensilvânia, de Ohio e de Washington.

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