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Máscara de grife dá um toque de classe ao pânico pela gripe

30 de abril de 2009 18h42 atualizado às 19h58

Se uma pandemia de gripe está chegando, mas você não pode sair de circulação, surgiu uma forma criativa de manifestar o seu medo. Essa parece ser a abordagem da Digo, agência de publicidade de Nova York que criou uma linha bem-humorada de máscaras "de grife".

"Quando vimos o pânico da gripe suína tomando conta, sentimos que repaginar a máscara facial, esse ícone do medo, fazendo dela uma tela para sentimentos mais criativos e brincalhões era a forma de dizer que não temos nada a temer senão o próprio medo", disse Mark DiMassimo, executivo-chefe e diretor de criação da Digo.

"A vida continua, aproveite, se expresse. Se você quiser ser cuidadoso, não deixe que a sua vida vire só isso", disse DiMassimo, que antevê uma primeira edição de 25 mil máscaras, a cem dólares cada, com direito a certificado de autenticidade.

São seis modelos divertidos de máscaras. A favorita de DiMassimo é aquela em que o usuário parece fumar um charuto. Há outras com lábios vermelhos, bigode, com a expressão "não sou eu, é você", e o contrário, "não é você, sou eu". Há também uma, alusiva ao nome "gripe suína", que mostra um focinho de porco transpassado por uma barra vermelha ("proibidos porcos").

As máscaras serão vendidas inicialmente no site da Digo e depois num site especial. Posteriormente, chegarão às lojas por um preço mais baixo, segundo o publicitário.

Os especialistas alertam que as máscaras cirúrgicas, agora muito freqüentes nas ruas do México, oferecem pouca proteção contra a doença. Mas a Digo não se importa. "Nossa crença é de que as marcas são construídas e as ideias hoje em dia passam de pessoa para pessoa, que nem a gripe", disse DiMassimo.

Numa "homenagem" ao país que está no epicentro da crise, a Digo pretende iniciar as vendas no dia 5 de maio, data festiva para o México.

Quem quiser bancar o espírito de porco, porém, deve lembrar que a partir de quinta-feira a Organização Mundial da Saúde anunciou que não chamará mais a doença de "gripe suína". Até agora, o vírus A (H1N1) não foi diagnosticado em porcos, e médicos dizem que o consumo da carne de porco e derivados não oferece riscos.

Reuters
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