Obama fala fala para professores e estudantes em escola pública no Estado do Missouri |
Em discurso em uma escola do subúrbio de St. Louis, no Estado do Missouri, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar "contente, mas não satisfeito" com seus primeiros 100 dias de governo. "Estamos começando a reconstruir o país", disse o presidente, que, durante o evento, respondeu a questões do público e explicou pontos dos seus programas para redução de impostos e para a saúde pública, além das questões do Iraque e do Afeganistão.
"Eu estou contente com o progresso que tivemos até agora, mas não estou satisfeito. Estou confiante sobre o futuro, mas não estou contente com o presente", disse o presidente americano sobre os primeiros três meses de sua administração. Durante a reunião pública, Obama retomou uma das grandes linhas de seu discurso de posse, no dia 20 de janeiro. Mais tarde, em Washington, Obama deve pronuciar as mesmas palavras em uma conferência de imprensa dirigida a toda a nação.
No mesmo dia em que se soube que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 6,1% no primeiro trimestre do ano, muito acima do esperado, Obama falou que o trabalho dos últimos três meses esteve centrado especialmente na luta contra a crise econômica. Obama reiterou que ainda está no começo de seu mandato e que há "muito por fazer", embora por enquanto tenha se centrado no que tinha prometido.
"As mudanças que fizemos são as mudanças que tínhamos prometido. Estamos fazendo o que tínhamos dito que faríamos", afirmou. A comemoração dos 100 dias chega em um momento complicado devido à contração econômica e ao surto de gripe suína, que pode ter afetado 91 pessoas nos EUA, e provocou a primeira morte no país, de uma criança mexicana de 23 meses que foi hospitalizado no Texas.
O governo quis demonstrar que reage com contundência e, além de oferecer encontros com a imprensa diários, Obama pediu na terça-feira ao Congresso US$ 1,5 bilhão para fazer frente à gripe suína. Porém, apesar desses problemas, a popularidade do presidente se mantém em alta. Uma pesquisa publicada pelo diário The New York Times esta semana dava a Obama um apoio de 68%.
Hoje, a cadeia de TV NBC deu a Obama um apoio de 61%, acima dos que tinham seus antecessores George W. Bush e Bill Clinton nos primeiros 100 dias. Recentemente, o presidente americano expressou sua satisfação com o início de uma agenda que considera "sem precedentes" por sua amplitude e rapidez.
Entre outras coisas, Obama conseguiu a aprovação de um plano de US$ 787 bilhões para a luta contra a crise econômica e firmou as bases para o fim do conflito no Iraque, além de fixar uma nova estratégia para o Afeganistão e ordenar o fechamento da prisão de Guantánamo.
Com agências internacionais
Redação Terra