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Bolívia diz que 2 supostos terroristas estão foragidos

22 de abril de 2009 19h42 atualizado às 20h21

O ministro de Governo (Interior) boliviano, Alfredo Rada, afirmou nesta quarta-feira que dois supostos terroristas do grupo internacional desarticulado na semana passada no leste do país ainda estão foragidos, mas disse esperar que um deles se entregue nas próximas horas.

Os dois foragidos faziam parte de um suposto grupo de mercenários desarticulado em uma operação policial no qual morreram o romeno Magyarosi Arpak, o irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano-croata de origem húngara Eduardo Rózsa Flores.

Durante a operação, realizada na quinta-feira passada em um hotel da cidade boliviana de Santa Cruz, foram detidos o boliviano-croata Mario Tadic Astorga e o húngaro Elöd Tóásó, presos preventivamente em La Paz.

Segundo o Governo, estes cinco homens faziam parte de um complô que planejava cometer um atentado contra o presidente boliviano, Evo Morales, seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e outras autoridades do país.

De acordo com Rada, "começa a haver informações de que haveria pessoas financiando este grupo".

Sem dar nomes, o ministro apontou "pessoas, empresários ou não, que têm privilégios e interesses muito poderosos a defender e estiveram dispostos a fazer de tudo".

Hoje, Evo Morales deu suas "boas-vindas" a uma ação da comunidade internacional a respeito da revisão das provas encontradas após a operação de quinta-feira.

"Venha de onde venha, a comunidade internacional é bem-vinda", assegurou Morales durante uma entrevista coletiva na sede da ONU.

O presidente boliviano indicou que as autoridades do país podem mostrar fotografias, vídeos e conversas pela internet relacionadas com as ações dos integrantes do suposto grupo terrorista.

"Não escondemos nada. Não estamos entre quatro paredes, somos transparentes", afirmou Morales, que na terça-feira criticou Croácia, Hungria e Irlanda por pedir explicações sobre o ocorrido.

O presidente da Bolívia responsabilizou "as famílias" que controlaram o poder econômico e político em seu país até sua vitória nas eleições de dezembro de 2005 pelos supostos planos de assassiná-lo.

"Esses grupos que perderam a acumulação de poder graças à consciência do povo não vão desistir de forma espontânea, certamente", apontou.

EFE
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