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 Itália: cães farejadores ajudam a encontrar vítimas de sismo
07 de abril de 2009 10h49 atualizado às 15h26

O voluntário Massimo Sanfilipo trouxe o seu cão Full para ajudar na busca por sobreviventes em L'Aquila. Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

O voluntário Massimo Sanfilipo trouxe o seu cão Full para ajudar na busca por sobreviventes em L'Aquila
Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

Leandro Demori

Direto de L'Aquila


Resta pouca esperança de encontrar sobreviventes na maioria do edifícios destruídos durante a série de terremotos que atingiu a região central da Itália na madrugada desta segunda-feira. Trinta e seis horas depois do sismo que deixou cidades fantasmas pelo caminho, o trabalho de resgate segue incessantemente na busca dos corpos das vítimas soterradas pelos escombros.

Em L'Aquila, capital da região de Abruzzo e uma das mais atingidas pelos tremores, parte importante do esforço é feita por um exército de cães adestrados que chegam de todas as partes do país.

O voluntário Massimo Sanfilipo e seu cão Full foram dos primeiros a chegar à cidade na manhã de ontem, poucas horas depois dos dois fortes tremores da madrugada que transformaram L'Aquila em um cenário de guerra.

Com trabalhos concentrados na parte do dia o cão, um pastor alemão de 3 anos de idade, segundo seu dono, obedece a uma ordem rigorosa de acontecimentos. Primeiro, escavações são feitas com máquinas pesadas como retroescavadeiras e braços mecânicos. Depois, a matilha de cães é chamada para andar sobre os escombros - se sinalizam algo começam as escavações manuais.

Para ajudar em zonas de risco os cães precisam de 2 anos de treino. Full é um prodígio, tem seis meses de simulações e já faz sua primeira missão em campo. "Ele só é um pouco agitado", comenta Sanfilipo, em alusão à pouca experiência do amigo.

O trabalho dos cães é feito de forma relativamente simples. Ao chegar ao local, seus adestradores fazem com que eles dêem uma volta e cheirem todas as pessoas envolvidas nas buscas. Depois, por semelhança, os animais eliminam os cheiros dos vivos e se concentram na busca pelos corpos.

As horas de trabalho dependem de cão para cão. "Quem dá o ritmo são eles. Fazemos com que comam, bebam e descansem antes do que nós mesmos", conta Sanfilipo. "São heróis."

Especial para Terra

O país passou pelo pior terremoto dos últimos 30 anos

  1. O cão Full está ajudando na busca por sobreviventes em L'Aquila

    Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

  2. O voluntário Massimo Sanfilipo trouxe o seu cão Full para ajudar na busca por sobreviventes em L'Aquila

    Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

  3. Full bebe água durante intervalo nas buscas

    Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

  4. Integrante da equipe de resgate exibe mãos durante intervalo nas buscas

    Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

  5. Equipe realiza buscas em meios aos destroços de prédio, em L'Aquila

    Foto: Leandro Demori/Especial para Terra

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