Polícia isola centro e "prende" turistas; banco é depredado

01 de abril de 2009 • 10h08 • atualizado em 02 de abril de 2009 às 07h28
Manifestante atira tela de computador na vidraça do Royal Bank of Scotland (RBS), em Londres Foto: AFP
Manifestante atira tela de computador na vidraça do Royal Bank of Scotland (RBS), em Londres
01 de abril de 2009
Foto: AFP

Isabel Marchezan

Direto de Londres

A polícia de Londres fechou todas as ruas que dão acesso ao centro financeiro de Londres nesta quarta-feira depois que um grupo invadiu o edifício do Royal Bank of Scotland (RBS). Pessoas que aproveitavam seu horário de almoço para acompanhar os protestos e turistas que circulavam pelo local foram impedidos de deixar a área. Os manifestantes, que protestam contra a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes) ocuparam o prédio DO RBS por volta das 13h45 (9h45 de Brasília).

Antes de invadir a instituição financeira, o grupo pichou o edifício e quebrou vidraças. Ao entrarem no RBS, jogaram computadores e objetos para fora do prédio. Policiais chegaram ao local logo após o incidente. Milhares de pessoas estão concentradas há cerca de duas horas no centro financeiro da capital britânica com cartazes e máscaras.

De acordo com a BBC, a principal manifestação chama-se "G20 Meltdown" (ou "Derretimento do G20"). Quatro passeatas partiram de pontos diferentes de Londres e se encontraram em frente ao Banco da Inglaterra.

A "G20 Meltdown" reuniu mais de 3 mil pessoas, segundo informou a polícia à BBC. Mais de 5 mil policiais foram deslocados para fazer a segurança no centro financeiro de Londres. O agentes chegaram a deter alguns manifestantes que dirigiam um veículo blindado próximo aos protestos.

Empresas e bancos que funcionam próximo ao Banco da Inglaterra instruíram seus funcionários a não usar ternos para não se transformarem em alvos dos manifestantes.

Medidas de segurança
Antes da invasão ao banco, a polícia britânica disse ter colocado em vigor um dos maiores esquemas de segurança da história para proteger o centro financeiro de Londres da ação de manifestantes no que chamam de "Dia da Mentira Financeira".

Vitrines de lojas e restaurantes foram cobertas com placas para evitar depredações. Policiais em licença tiveram de voltar ao trabalho, e milhares de agentes foram mobilizados de outras partes da Grã-Bretanha.

Placas de madeira foram usadas para proteger o memorial bélico em frente ao Royal Exchange (Real Bolsa de Valores), que já foi o centro comercial da City londrina e hoje funciona como shopping de luxo. Canteiros de obras no bairro foram lacrados para impedir que os manifestantes usem o material de construção como arma, segundo a polícia.

Redação Terra
 
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