inclusão de arquivo javascript

 
 

Juiz condena escola por discriminar menina britânica autista

10 de março de 2009 11h01

Um juiz britânico considerou uma escola culpada por discriminar uma aluna autista. A menina foi tirada da instituição pelos pais depois de ter sido deixada sozinha em uma pequena sala pela professora. Melanie-Rose Wichmann, 8 anos, disse que se sentiu uma prisioneira e implorou em vão que a deixassem sair da peça sem janelas. Os pais afirmaram ao jornal Daily Mail que, após o incidente, ela passou a ter pesadelos e crises de ansiedade.

O incidente aconteceu em fevereiro do ano passado, na escola primária católica St John Fisher, em Perivale, na parte ocidental de Londres. Melanie-Rose ficou preocupada porque não tinha feito o dever de casa e começou a chorar e acenar com os braços.

A professora Carla Pearson, 42 anos, levou a menina até a sala médica, um espaço de 4,8 m por 2,1 m, sem janelas. A professora disse ter deixado a porta entreaberta, mas, de acordo com a menina, a sala foi fechada e embora tenha pedido para sair, seus apelos não foram ouvidos. A menina disse ainda que ficou sozinha na sala por 10 min, mas a professora alega que não passaram de 5 min.

O juiz Michael Dorsey considerou que a atitude da professora não foi a adequada com uma criança autista. "Uma criança com autismo não poderia ter sido deixada sozinha, mesmo que por poucos instantes e com a melhor das intenções, em uma pequena sala da qual não pudesse sair", disse.

Embora tenha aceitado que a professora não agiu de má-fé, o juiz recomendou que a escola forme pessoas para lidar com autistas. A mãe da menina, Barbara, disse que pediu duas vezes em 2007 que a professora mudasse de atitude em relação à filha que, de acordo com ela, era discriminada.

Redação Terra